<T->
          Geografia 
          Vivncia e Construo 
          4 srie -- Ensino Fundamental 
          
          J. William Vesentini
          Dora Martins
          Marlene Pcora
          
 Impresso braille em 2 
 partes, da edio 2001, da 
 Editora tica Ltda.

          Segunda Parte

          Ministrio da Educao 
          Instituto Benjamin Constant
          Diviso de Imprensa Braille
          Av. Pasteur, 350/368
          Urca -- 22290-240
          Rio de Janeiro -- RJ 
          Brasil
           Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2003 --

<p>
          Editor: Joo Guizzo
          Coordenador de edio: Beatriz Helena de Assis Pereira 

          ISBN: 85-08-07851-X
          
          Todos os direitos de edio 
          reservados  Editora tica 

          Rua Baro de Iguape, 110 -- CEP 01507-900 
          Caixa Postal 2937 -- CEP 01065-970
          So Paulo -- SP
          Tel: (0xx11) 3346-3000 -- Fax: (0xx11) 3277-4146
          ~,http:www.atica.com.br~,
          ~,editora@atica.com.br~,
<P>
<F->
                               I
<F+>
Sumrio

Segunda Parte

 Captulo 4. Brasil 
  tropical :::::::::::::::::: 155
 Tempo e clima :::::::::::::: 155
 Zonas climticas da 
  Terra :::::::::::::::::::: 159
 As paisagens e os climas ::: 162
 Os lugares e as constru-
  es :::::::::::::::::::::: 164
 Brasil: clima e vege-
  tao ::::::::::::::::::::: 166
 Os segredos da Amaznia ::: 169
 Com o passar dos anos... ::: 172
 Para ler e conversar ::::::: 173
 O relevo brasileiro :::::::: 175
 Altos e baixos ::::::::::::: 176
 Revelando o relevo do 
  Brasil ::::::::::::::::::: 179
 Fazendo arte com terra ::::: 183
 Para ler e conversar ::::::: 184
 guas infindas ::::::::::::: 186
 Bem perto de voc :::::::::: 191

<6>
<p>
 Captulo 5. Gente 
  brasileira :::::::::::::::: 194
 Qual  a sua bandeira? ::::: 194
 A bandeira da classe ::::::: 196
 Para ler e conversar ::::::: 199
 Somos todos brasileiros! ::: 201
 Muitos jeitos de morar ::::: 203
 As muitas caras do 
  Brasil ::::::::::::::::::: 210
 Vozes do Brasil ::::::::::: 216
 Fazendo arte com roupas :::: 218
 As roupas e a vida das 
  pessoas ::::::::::::::::::: 221
 Como se vestem os brasi-
  leiros :::::::::::::::::::: 223
 O Brasil em festa! :::::::: 227

 Captulo 6. As terras 
  do Brasil :::::::::::::::: 235
 Terras  beira-mar ::::::::: 235
 O pescador do litoral :::::: 241
 A vida no litoral do 
  Brasil ::::::::::::::::::: 242
 Terras inundadas ::::::::::: 251
 Fazendo arte ::::::::::::::: 253
 O lago de Itaipu :::::::::: 254
 Plancie inundada: o Pan-
  tanal Mato-Grossense :::: 256
<p>
                             III
 Um passeio pelo Pan-
  tanal ::::::::::::::::::::: 257
 Pantanal: paraso amea-
  ado :::::::::::::::::::::: 260
 Terras secas: o semi-rido 
  nordestino :::::::::::::::: 264
 Terras brasileiras ::::::::: 270

 Glossrio :::::::::::::::::: 274
 Sugestes de leitura ::::::: 298
 Bibliografia ::::::::::::::: 308
<R->

<p>
<TGeo V. C. 4>
<75>
<T+155>
Captulo 4 -- Brasil tropical

  Voc j sabe que no vasto territrio brasileiro h tesouros naturais valiosos para toda a humanidade.  o caso da floresta Amaznica, que abriga mais espcies vegetais e animais do que qualquer outro ambiente do planeta. Essa diversidade natural somente  possvel porque o Brasil  um pas tropical. Mas o que significa dizer que um pas  tropical? Voc ir compreender isso ao viajar neste captulo. Vamos l?

               ::::::::::::::::::::::::

<76>
Tempo e clima

  Tempo e clima so coisas iguais ou diferentes?
  Para responder a essa pergunta, voc vai realizar uma atividade de observao.

<R+>
 1. Veja o quadro que Adriano construiu para registrar suas observaes sobre as condies do tempo no lugar onde vive.
  Data: 19/3/01
  Como estava o cu?
  Limpo e ensolarado.
  Como estava a temperatura?
  Quente o dia todo.
  Choveu?
  No
  Ventou?
  No
  Data: 20/3/01
  Como estava o cu?
  Poucas nuvens.
  Como estava a temperatura?
  Quente; o dia estava abafado.
  Choveu?
  No
  Ventou?
  No
  Data: 21/3/01
  Como estava o cu?
  Nublado.
  Como estava a temperatura?
  Quente at o comeo da tarde.
  Choveu?
  Sim,  tarde.
  Ventou?
  Sim, pouco antes da chuva.
  Data: 22/3/01
  Como estava o cu?
  Nublado e cinzento.
  Como estava a temperatura?
  Amena, nem quente nem fria.
  Choveu?
  Sim, todo o dia.
  Ventou?
  Um pouco o dia todo.
  Data: 23/3/01
  Como estava o cu?
  Nublado at a hora do almoo;  tarde fez sol.
  Como estava a temperatura?
  Agradvel at o comeo da tarde; depois esquentou muito.
  Choveu?
  No
  Ventou?
  Sim, durante a manh.

 2. Faa no caderno um quadro como o de Adriano para registrar as suas observaes. E importante faz-las sempre no mesmo horrio.

 3. Numa roda de conversa, discuta com os colegas e a professora:
  Houve mudanas bruscas de temperatura?
  As observaes registradas foram iguais ou diferentes?

<77>
 4. Observe as fotos a seguir e leia atentamente os textos.
 _`[{a foto mostra uma rua de pedestres bastante movimentada, em dia ensolarado_`]

  Na cidade de Manaus, a capital do estado do Amazonas, entre os meses de junho e novembro, perodo chamado de estiagem ou seca, a temperatura pode chegar a
40C.

 _`[{a foto mostra numa praa pouco movimentada, um camel vendendo guarda-chuvas_`]

  Em Manaus, a estao chuvosa, chamada de inverno, vai de dezembro a maio. Nessa poca as pessoas costumam marcar seus compromissos para antes ou depois da chuva.

 5. Numa roda de conversa, discuta com os colegas e a professora o que h de comum nas duas fotografias.
 6. Procure no dicionrio as definies de tempo e clima e anote-as no caderno. Depois, converse com os colegas: qual a diferena entre tempo e clima?
<R->

               oooooooooooo

<78>
<R+>
Zonas climticas da Terra
<R->

  Voc aprendeu o que so os trpicos, os crculos polares e o equador. Essas linhas imaginrias marcam faixas da Terra caracterizadas por certos tipos de clima. Agora voc vai ver que faixas so essas e em qual delas o Brasil est localizado.
<R+>
 1. Observe o planisfrio.
 _`[{mapa destacando as zonas climticas. Descrio a seguir_`]
  Zona tropical: delimitada pelo trpico de Cncer e trpico de Capricrnio [No mapa em tinta pintado de laranja].
  Zonas temperadas: delimitadas pelos crculo polar rtico e o trpico de Cncer e o crculo polar Antrtico e o trpico de Capricrnio [No mapa em tinta pintadas de amarelo].
  Zona glacial: determinadas pelo crculo polar rtico e o crculo polar Antrtico.
<p>
 2. Numa roda de conversa, responda com seus amigos:
 a) Que linhas imaginrias determinam as zonas pintadas de azul?
<79>
 b) Que linhas imaginrias determinam as zonas pintadas de laranja?
 c) Que linhas imaginrias determinam as zonas pintadas de amarelo?

 3. Observe o planisfrio e escreva em seu caderno o nome das zonas climticas
e entre quais linhas imaginrias elas ficam. Escreva tambm o nome dos
continentes localizados em cada zona climtica.
<R->

DESAFIO

  Vamos brincar de detetive?
  Com seus colegas, procure descobrir que temperaturas caracterizam as zonas climticas que voc acabou de localizar. Elas podem ser quentes, frias ou geladas, ou nem muito quentes nem muito frias.
  Dica: Para responder a essa questo, procurem no planisfrio cidades situadas nessas zonas climticas. Vocs podero consultar a seo de previso meteorolgica de alguns jornais ou pesquisar sobre as caractersticas dessas cidades. Os dados obtidos constituiro timas pistas para vocs!

               ::::::::::::::::::::::::

<80>
As paisagens e os climas

  Os trpicos e os crculos polares marcam os limites das zonas climticas da Terra. Descubra agora um pouco mais sobre os lugares e os aspectos climticos que ajudam a formar diferentes paisagens em nosso planeta.

<R+>
 1. Leia os textos.
 A zona tropical est localizada entre os trpicos, com o equador no meio. O clima quente e mido favorece o desenvolvimento de muitas espcies animais e vegetais.
 As zonas temperadas esto localizadas entre os crculos polares e os trpicos. As estaes do ano so bem marcadas, com um inverno rigoroso.
 As zonas polares ou glaciais es	to situadas ao norte do crculo polar rtico e ao sul do crculo polar 	Antrtico. As temperaturas ao longo do ano so sempre muito baixas e as terras so geladas.

 2. Voc acabou de aprender muita coisa sobre o clima da Terra. Com todo esse conhecimento, responda em seu caderno: por que o Brasil  chamado de pas tropical?
<R->

Fique sabendo..........

  O Sol fornece luz e calor para toda a Terra. Entretanto, a luz e o calor do Sol no se distribuem igualmente pela superfcie do planeta por causa de sua forma esfrica. A regio prxima do equador recebe os raios solares de forma mais intensa. Nessa faixa as temperaturas so mais elevadas. As regies mais prximas dos crculos polares recebem os raios solares de forma menos direta e intensa. Essas so as regies que tm as temperaturas mais baixas.

               ::::::::::::::::::::::::

<81>
Os lugares e as construes

  Ao longo de sua histria, os seres humanos ocuparam os mais diversos ambientes. Para isso, desenvolveram tcnicas e aprimoraram conhecimentos sobre as condies climticas dos lugares que escolheram para viver.
<R+>
 1. Com a professora e os colegas, observe as imagens e leia as legendas.
 _`[{foto mostrando um iglu. Legenda a seguir_`]
  Os blocos de gelo so cortados e arranjados para formar um iglu, a moradia dos esquims.

 _`[{foto mostrando casa com o telhado bastante inclinado. Legenda a seguir_`]
  Os telhados inclinados impedem que a neve se acumule sobre as casas.

 _`[{foto mostrando uma casa de sap. Legenda a seguir_`]
  Folhas, cips, fibras e galhos so usados para construir casas amplas e arejadas.

 _`[{foto mostrando a sala de um confortvel escritrio. Legenda a seguir_`]
  O ar-condicionado resfria o ambiente. 

 2. Troque idias com os colegas e a professora: de que maneiras o ser humano pode se adaptar s condies climticas do lugar onde vive?
<R->

               oooooooooooo

<82>
Brasil: clima e vegetao

  Voc aprendeu que os principais paralelos delimitam as zonas climticas da Terra e descobriu que a maior parte do Brasil est situada na zona tropical.
  No entanto, o Brasil no tem apenas um nico tipo de clima. E tambm no tem apenas um s tipo de vegetao. 
  Agora, voc vai conhecer os diferentes tipos de clima e de vegetao que ocorrem no Brasil.

<R+>
 1. Com muita ateno, observe os mapas e leia as legendas.

Brasil: clima

_`[{mapa destacando, em diferentes cores, as regies onde ocorrem os diversos tipos de clima. Legenda a seguir_`]
 o Equatorial
 o Tropical mido
 o Tropical semi-mido
 o Tropical semi-rido
 o Subtropical
<R->
 
  Grande parte do territrio brasileiro est situada na zona tropical. Por isso, predominam no Brasil os climas quentes. Mas existem diferentes tipos de clima
quente, como voc pode observar no mapa.

<83>
Brasil: vegetao em 1999

<R+>
_`[{mapa do Brasil destacando, em diferentes cores, as regies onde ocorriam (1999) os diversos tipos de vegetao. Legenda a seguir_`]
 o Floresta Amaznica
 o Mata dos Cocais
 o Mata Atlntica
 o Mata dos Pinhas (ou de Araucria)
 o Cerrado
 o Caatinga
 o Campos
 o Vegetao do Pantanal
 o Vegetao litornea (Mangues, Restingas)
 o reas com vegetao modificada pela ao humana
<R->

  Este  um mapa da vegetao do Brasil em 1999. As espcies vegetais e animais esto adaptadas s condies climticas das regies onde ocorrem.

<R+>
 2. Compare o mapa de clima com o de vegetao. Depois, troque idias com os colegas: o que chama a ateno de vocs? Anote as observaes da classe no caderno.
 3. Numa roda de conversa com os colegas e a professora, releiam os textos da pgina 160. Em seguida, localizem no mapa o esta-
<p>
  do onde vocs vivem. Que tipo de vegetao e de clima predomina em seu estado?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<84>
Os segredos da Amaznia

  Como podemos ver no mapa, a floresta Amaznica  muito extensa.  a maior floresta tropical do mundo, uma mata densa, onde se desenvolve uma grande variedade de plantas e de animais.
  Agora, voc vai conhecer alguns segredos dessa imensa floresta.

<R+>
 1. Leia os textos.
 o Por que as guas do rio Negro so to escuras?
  As guas do rio Negro, um dos afluentes mais importantes do rio Amazonas, so escuras por causa da sua grande transparncia, que revela a cor das folhas em decomposio.
 o Qual  o melhor meio de locomoo dentro da floresta?
  Os rios que cortam a floresta podem ser considerados verdadeiras avenidas. A Amaznia possui cerca de 23 mil quilmetros de rios navegveis, que podem ser percorridos em embarcaes coletivas ou em canoas.
<85>
 o O que se faz com as escamas
do pirarucu?
  O pirarucu  um dos maiores peixes da regio: mede cerca de 3 metros de comprimento e pode pesar at 200 quilos. Depois de secas, suas escamas so usadas como lixa de unha e na confeco de enfeites, e sua lngua, ssea e spera,  usada para ralar o guaran em basto.
 o Por que o uirapuru  to cobiado?
  A Amaznia abriga a metade das aves do mundo. S de aves canoras so cerca de 1.500 espcies. O uirapuru produz um canto to belo que os caboclos da Amaznia acreditam que, quando ele canta, a mata inteira se cala para ouvir. H uma crena de que um talism feito com penas de uirapuru traz fortuna e felicidade para quem o tiver. Essa crena tem contribudo para o seu extermnio. Os uirapurus so difceis de encontrar e cantam apenas na poca da reproduo, isto , uma vez por ano.
  O bico do tucano  pesado?
  O bico  a caracterstica mais notvel dos tucanos. Acredita-se que suas cores vivas amedrontem os outros bichos. Entretanto, o bico dos tucanos  bastante leve, porque  oco, mas  muito poderoso, pois  constitudo de lminas de osso que o	tornam slido e resistente. Esse bico tambm  til para apanhar frutos em locais difceis, descasc-los, perfurar madeira e remexer a lama.

 2. Que segredos voc acha que ainda no foram descobertos na Amaznia? Escreva um pequeno texto em seu caderno explicando as suas ideias.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<86>
Com o passar dos anos...

  A vegetao do Brasil mudou ao longo dos sculos. O fator que mais contribuiu para isso foi a ocupao do territrio e as diferentes atividades econmicas estabelecidas pelos grupos humanos.
<R+>
 1. Forme uma dupla com um colega. Observem o mapa abaixo e faam uma comparao entre ele e o mapa da pgina 83 (no livro em tinta).

Vegetao original do Brasil

_`[{mapa destacando as regies onde esto localizadas as reas relacionadas a seguir_`]
  Floresta Amaznica
  Matas dos Cocais
  Mata Atlntica
  Mata dos Pinhas (ou de Araucria)
  Cerrado
  Caatinga
  Campos
  Vegetao do Pantanal
  Vegetao Litornea (Mangues, Restingas).

 2. Troque idias com os colegas:
  O que existe de semelhante entre os mapas?
  E de diferente?

 3. Anote as respostas no caderno e depois confira-as com a professora.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<87>
Para ler e conversar

A lenda do boto

  O boto  um mamfero aqutico da famlia dos golfinhos. Na Amaznia h dois tipos de boto: o preto, ou tucuxi, e o vermelho, ou cor-de-rosa. Dizem que o boto tucuxi salva os nufragos, levando-os para as margens dos rios, e que o boto-cor-de-rosa, em noites de festa, sai do rio e se transforma em um belo rapaz, alto e forte.
  Vestido de branco e usando um chapu, esse lindo jovem entra no barraco
onde est acontecendo a festa e encanta todas as mulheres com seu olhar. Ele escolhe uma moa para namorar e com ela dana a noite inteira. De madrugada, o boto desaparece no rio e recupera sua forma animal.

<R+>
Texto elaborado para fins didticos.
<R->

  -- Numa roda de conversa, troque idias com seus colegas e com sua professora sobre o texto que acabaram de ler.
<R+>
 a) Quem j conhecia essa lenda?
 b) Que outras lendas vocs conhecem?
 c) H alguma lenda relacionada especialmente ao estado em que vocs vivem?
 d) Que lenda  essa?
 e) Que tal pesquisar um pouco e fazer uma nova roda para falar
a respeito do que vocs descobriram das lendas do estado em
que vivem? Tambm vale falar de outras lendas brasileiras.
Elas so muito interessantes.
<R->

               oooooooooooo

<88>
O relevo brasileiro

  Voc acabou de aprender muitas coisas sobre o clima e a vegetao do nosso pas. Agora, voc vai aprender um pouco sobre o relevo do Brasil.

<R+>
 1. Observe esta fotografia da cachoeira Vu da Noiva, na Chapada dos Guimares, em Mato Grosso _`[{no descrita_`].
<p>
 2. Numa roda de conversa, discuta com os colegas:
 a) Na sua opinio, que forma de *relevo*  essa?
 b) Algum conhece uma serra, um pico, uma ilha?
 c) Qual  o ponto mais alto do municpio em que moram?
 d) H algum rio cortando a cidade-sede do seu municpio?
<R->

Voc se lembra?..........

  Terra, com letra maiscula, refere-se a todo o planeta; terra, com letra minscula, refere-se ao *solo*, o cho que habitamos, pisamos e que nos sustenta e nos d alimento. Significa, ainda, nosso lugar de origem, nossa ptria.

               ::::::::::::::::::::::::

<89>
Altos e baixos

  O conjunto de formas da superfcie terrestre chama-se relevo.
Ele  modelado pelas foras da natureza, principalmente pelo
vento e pela gua.
  O vento e a chuva desgastam as rochas, que vo mudando de
forma bem devagar, durante milhes de anos.

<R+>
 1. Forme uma dupla com um colega. Vocs faro uma pesquisa para responder s perguntas a seguir. Consultem livros e enciclopdias e, se puderem, ilustrem a pesquisa com imagens. A professora vai marcar um dia para as duplas apresentarem o trabalho.
 a) Como se chama o processo de desgaste das rochas pela ao da chuva e do
vento?
 b) Como esse processo modela o relevo da Terra?

 2. Depois da apresentao das duplas, formem uma roda de conversa e discutam as questes a seguir:
 a) Por que  perigoso construir casas em barrancos?
 b) Por que  importante no retirar areia das beiradas de rios e lagos?
 c) Como o desmatamento favorece a *eroso*?
<R->

Voc sabia?..........

  O	pico da Neblina, na fronteira do Amazonas com a Venezuela,  o ponto mais alto do territrio brasileiro. Poucas pessoas j escalaram os 3014 metros para chegar l. Localizado na serra do Imeri, est protegido por um Parque Nacional, criado para preservar a rica flora e fauna da regio. Nas terras ao redor, e tambm na Venezuela e na Guiana, vivem os ndios Yanomami, espalhados em mais de 300 agrupamentos na floresta.

               ::::::::::::::::::::::::

<90>
<p>
Revelando o relevo do Brasil

  Voc j sabe que relevo  o conjunto de formas da superficie terrestre: baixo, plano, inclinado, mais alto. Agora, vai conhecer melhor o relevo do Brasil.

<R+>
 1. Observe o mapa abaixo. Ele representa as *altitudes* das principais formas do relevo brasileiro.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Voc sabia?..........

  Solos frteis, onde a vegetao cresce naturalmente, podem virar desertos! O uso imprprio do solo pelo ser humano, agravado por perodos de seca, so as principais causas do processo de desertificao.
  Com a desertificao, a produo agrcola diminui, as pessoas *migram* para outros lugares, o solo sofre eroso, plantas e animais perdem seu ambiente, etc.
<91>
<R+>
 2. Agora, e leia os textos com ateno.
<R->
  Plancie  uma superfcie plana. A estreita faixa de terra que vai de norte a sul do litoral brasileiro corresponde  plancie costeira. O rio Amazonas, e o Pantanal Mato-Grossense esto localizados em plancies.
  Depresso  uma rea rebaixada, cercada por terras de maior altitude. As depresses so mais planas que os planaltos. O rio So Francisco atravessa uma rea de depresso.
  Planalto  uma superfcie irregular, geralmente situada a mais de 300 m de altitude. *Morros*, *serras* e chapadas so formas encontradas nos planaltos. A serra do Mar faz parte de um extenso planalto que ocupa uma grande rea do leste do Brasil.

<93>
<R+>
 3. Agora voc vai fazer um quadro para organizar os seus conhecimentos sobre o relevo brasileiro.
 a) No caderno, construa um quadro como o modelo que a professora ir fazer na lousa.
 b) Com base nos textos da pgina anterior, escreva no quadro a aparncia, a altitude e como so formados os tipos de relevo do Brasil.

 4. Ainda em grupo, elaborem, cada um em seu caderno, um quadro em que na linha de cima vocs tero: clima, vegetao original e relevo. E, na coluna da esquerda, vocs tero as cinco regies do Brasil: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Depois de elaborar o quadro, preencham os campos dando um exemplo para cada regio.
  Vejam os exemplos que o grupo formado por Andr, Ana Clara, Rafael e Gabi organizou:

 Regio  Clima
 ------   --------
 Norte  equatorial
 Nordeste  tropical semi-mido
 Sudeste  tropical semi-mido
 Sul  subtropical 
 Centro-Oeste -- tropical semi-mido

 Regio --  vegetao original
 ------     ---------------------
 Norte  floresta amoznica
 Nordeste  mata de cocais
 Sudeste  mata atlntica
 Sul  campos
 Centro-Oeste  cerrado 

 Regio -- relevo
 ------    --------
 Norte  planalto das Guianas
 Nordeste  planalto Nordestino
 Sudeste  serra da Mantiqueira
 Sul  planalto Meridional
 Centro-Oeste  planalto Central

 5. Observe no mapa da pgina 83 as reas com vegetao modificada pela ao humana e responda no caderno: em qual regio a vegetao modificada pela ao humana predomina em relao  vegetao natural?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<93>
Fazendo arte com terra

  A argila  uma rocha encontrada em muitos terrenos do Brasil. Misturada com gua, ela pode ser usada para fabricar vasos, cumbucas, potes e aquilo que a sua imaginao criar. Que tal fazer um trabalho com argila? A professora vai providenciar o material e um local para a turma trabalhar. Arregace as mangas e use a imaginaao!
  Misturando um pouquinho de gua, a argila fica mole e pode ser trabalhada com as mos.
  A argila precisa ser bem amassada para que no sobrem bolhas de ar no interior. So essas bolhas que fazem com que ela se quebre depois de seca.
  Enquanto a argila ainda est mida,  possvel fazer desenhos usando um palito ou um lpis velho. Voc pode escrever seu nome ou colocar suas iniciais no trabalho.
  Os trabalhos devem ficar por uns dias em um local arejado para secar. Quando seu objeto estiver seco, pinte-o com tinta guache. Depois,  s ajudar a professora a montar uma exposio com os trabalhos da turma e convidar as outras classes para visit-la!

               ::::::::::::::::::::::::

<94>
Para ler e conversar

<R+>
 1. Numa roda de conversa leia com a professora e os colegas o poema a seguir.
<p>
 GUA

 A gua serve para beber.
 E, quando no se pode evitar, serve tambm 
 para tomar banho.

 gua que anda se chama rio.
 gua parada se chama lagoa.
 A poa d'gua  uma lagoa an.
 O mar  uma lagoa gigante.
 No deserto no tem gua.
 Por isso o deserto  uma plantao que no deu certo.
 Quem mora no deserto  desertor.
 Pronto, acabei.
 Agora vou l fora tomar gua.

*Vejam como eu sei escrever*, Jos Paulo Paes, tica.

 2. No quadro-de-giz faam duas listas: uma com as coisas
que fazem usando a gua da casa de vocs, e a outra com os
usos da gua citados pelo autor. Em seguida comparem as duas
listas:
  O que tm de igual?
  O que tm de diferente?
<R->

Pense no assunto..........

  A maior parte da gua do nosso planeta no pode ser consumida diretamente porque ou  salgada (gua do mar) ou est congelada (geleiras nos plos e nas altas montanhas).
  Em muitas cidades, as guas, alm de serem usadas para o abastecimento, recebem esgotos.
  Assim, a gua para beber est ficando cada vez mais rara e  preciso busc-la em reas cada vez mais distantes.

               oooooooooooo

<95>
guas infindas

  Os mares, rios e lagos tm papel importante na transformao do relevo. O conjunto dessas guas recebe o nome de *hidrografia*.
  
<R+>
 1. Em sua carta ao rei de Portugal, Pero Vaz de Caminha fez um comentrio sobre as guas que havia no Brasil:
"(...) As guas so muitas; infindas. E em tal modo  graciosa (a terra) que, querendo aproveit-la, tudo dar nela, por causa das guas que tem."

 Pero Vaz de Caminha  Carta do achamento do Brasil, Antonio Carlos Olivieri e Marco Antonio Villa, Callis.

  Troque idias com os colegas.
  Por que Caminha relacionou o aproveitamento da terra com as guas que havia no Brasil?
  Ser que as guas no Brasil so mesmo infindas?

 2. Observe o mapa abaixo. Ele mostra as *bacias hidrogrficas* do Brasil e algumas *usinas hidreltricas*.

Brasil: bacias hidrogrficas

_`[{contedo do mapa a seguir_`]
  Bacia Amaznica
  Bacia do Tocantins  Araguaia
 Bacia do So Francisco
 Bacia Platina
 Bacias do Nordeste
 Bacias do Leste
 Bacias do Sudeste  Sul 
<R->

<96>
<R+>
 3. Consulte o mapa para fazer as atividades a seguir em seu caderno.
 a) Qual a maior bacia hidrogrfica do Brasil?
 b) Escreva o nome de dois rios da bacia Amaznica.
 c) A qual bacia pertencem os rios Tiet e Uruguai?
 d) O que existe entre o rio Araguaia e o rio Tocantins?
 e) Que estados o rio So Francisco atravessa?
 f) Qual bacia hidrogrfica concentra o maior nmero de usinas hidreltricas?
 g) A qual bacia hidrogrfica pertencem os rios que correm em seu estado?
<R->

Fique sabendo..........

  O Amazonas  o maior rio do mundo, com 7100 quilmetros de extenso. A nascente do Amazonas fica no Peru e, ao entrar no Brasil, o rio passa a se chamar Solimes. Quando se encontra com o rio Negro, perto de Manaus, recebe o nome de Amazonas. Com mais de sete mil afluentes, forma a maior bacia hidrogrfica do mundo: so cerca de 23.000 quilmetros de rios navegveis.

<97>
<R+>
 4. Para entender melhor o que  uma bacia hidrogrfica, veja a figura abaixo.
 _`[{desenho mostrando numa regio de planalto, um rio, sua nascente, afluentes e subafluentes. Legenda a seguir_`]
  Uma bacia hidrogrfica  formada por um rio, seus afluentes e subafluentes.

 5. Consulte o mapa de relevo da pgina 90 e compare-o com o mapa de hidrografia da pgina 95 _`[{representao no constante nesta edio em braille_`]. Depois, numa roda de conversa, discuta com seus amigos e a professora quais alternativas so falsas e quais so verdadeiras.
 a) A maior parte das hidreltricas se localiza em planaltos.
 b) Os rios navegveis possuem muitas quedas-d'gua.
 c) As bacias de planalto permitem o aproveitamento hidreltrico.
 d) As bacias de plancie no so adequadas para a navegao.

 6. Registre no caderno as alternativas verdadeiras.
<R->
<p>
Fique sabendo.......... 

  O rio So Francisco, conhecido como "Velho Chico",  o maior rio totalmente brasileiro. Banha os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. 
  Seu potencial hidreltrico  aproveitado em parte da regio Sudeste
e na regio Nordeste.

               ::::::::::::::::::::::::

<98>
Bem perto de voc

  Nas ltimas pginas voc aprendeu sobre a vegetao e o relevo do Brasil. Grandes rios, planaltos, plancies...
  Mas o que existe a, bem perto de voc, no estado em que voc mora e no seu municpio?

<R+>
 1. Forme um grupo com seus colegas. Metade da classe ir pesquisar aspectos do relevo do seu estado enquanto a outra metade pesquisar aspectos da hidrografia. Usem o roteiro abaixo para organizar a busca. Se quiserem, acrescentem outras perguntas:
  Como  o relevo do estado? Quais as formas mais importantes? Onde esto localizadas?
  Quais so os principais rios do estado? Onde nascem e onde desembocam? Como so utilizados? Suas guas so limpas?

 2. Procurem em um atlas um mapa do estado em que moram. Desenhem o mapa em uma cartolina grande e localizem as principais formas do relevo ou os rios que o grupo pesquisou.
 3. Pesquisem tambm aspectos do relevo e da hidrografia do municpio. Por exemplo: um rio que vocs j atravessaram, uma cachoeira onde tomaram banho, um morro que vocs j subiram, um lago onde foram pescar... Faam um pequeno texto descrevendo a experincia.
<p>
 4. A professora marcar um dia para que os grupos exponham os trabalhos  classe. A apresentao dever conter as seguintes etapas:
  relato oral por um ou por vrios integrantes do grupo dos aspectos pesquisados;
  exposio do mapa feito pelo grupo;
  relato oral dos integrantes do grupo a respeito dos aspectos que cada um conhece.

 5. Com seus colegas, participe da montagem de um painel para apresentar os resultados da pesquisa. Se possvel, completem o painel com desenhos ou fotos dos principais aspectos do relevo e da hidrografia do estado e do municpio.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
<99>
<p>
<R+>
Captulo 5 -- Gente brasileira
<R->

  Voc j sabe que o Brasil  o maior pas da Amrica do Sul e que, devido  sua
enorme extenso, as diferenas ambientais, econmicas e culturais so muito 
grandes. Mas quem so os brasileiros? Como vivem nos diferentes lugares desse 
grandioso pas?
  Neste captulo voc vai aprender um pouco sobre a gente brasileira. Vai saber 
um pouco mais de voc e daqueles com quem convive.

               ::::::::::::::::::::::::

<100>
Qual  a sua bandeira?

  As bandeiras simbolizam uma nao, um partido poltico, uma escola, um time de futebol, etc. As bandeiras podem ser retangulares, triangulares, estreitas e compridas, terminadas em bico, etc. Entretanto, as bandeiras que representam pases, estados e municpios costumam ser retangulares. Elas so feitas de pano, com uma ou mais cores, e so hasteadas em um mastro, onde balanam ao sabor dos ventos. s vezes, as bandeiras trazem legendas, como a bandeira do Brasil, que tem escritas as palavras "Ordem e Progresso". 
  Voc conhece a bandeira do Brasil, no  mesmo? Cada estrela
da bandeira representa um estado, e a estrela que aparece sozinha, acima da legenda, representa o Par.

<R+>
 1. Observe as bandeiras a seguir.
 _`[{ilustraes mostrando a bandeira do Distrito Federal e dos 26 estados brasileiros_`]

<101>
 2. Numa roda de conversa, discuta com seus amigos e com a professora:
 a) Como  a bandeira do estado em que vocs vivem?
 b) Ela traz alguma frase ou palavras que revelam uma idia ou um sentimento?
 c) Quais so as cores predominantes na bandeira de seu estado?
 d) Vocs sabem o que significam os seus elementos?
<R->

Fique sabendo..........

  A bandeira olmpica traz cinco anis entrelaados. Cada anel representa um 
continente:
o azul representa a Europa; o amarelo representa a sia; o negro, a frica; o verde, a Oceania; e o vermelho, a Amrica. Com as cinco cores podem ser compostas todas as bandeiras do mundo. Essa bandeira foi idealizada em 1913 para os Jogos Olmpicos da era moderna.

               ::::::::::::::::::::::::

<102>
A bandeira da classe

  Voc viu que, da mesma forma que h bandeiras para simbolizar pases e estados, h bandeiras que simbolizam grupos, times esportivos ou agremiaes.
  Agora, o que voc acha de criar uma bandeira para a classe?

<R+>
 1. Forme um grupo com mais quatro colegas. Juntos, discutam:
 a) Quais so as caractersticas mais marcantes da classe de vocs?
 b) Quantos alunos fazem parte da classe? H mais meninos que meninas ou vice-versa?
 c) A classe de vocs j ganhou algum prmio ou venceu algum torneio realizado na escola?
 d) Que palavra, smbolo, cor, imagem (animal, paisagem, etc.) poderiam representar melhor como  a classe?

 2. Vocs acabaram de fazer um levantamento dos dados que podem compor a bandeira da classe. Vocs vo usar todos os elementos ou escolher um ou dois entre eles? Discuta com seus colegas.
 3. Escolhidos os elementos, mos  obra! Em uma folha de papel sulfite, faam o desenho da bandeira que idealizaram para representar a classe de vocs. Em seguida, mostrem a bandeira que fizeram aos outros grupos.
 4. Faam um varal para expor todas as bandeiras elaboradas pela classe.
Qual bandeira representar a classe de vocs?
<R->

DESAFIO 

  Voc sabe que, no Brasil, os representantes do povo (vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da Repblica) so escolhidos por meio de votao. Esta  uma das principais caractersticas da *democracia*. O Brasil  um pas democrtico. Vamos praticar a democracia?
  Na hora de escolher qual bandeira poder representar a classe, organizem uma
votao. Com a professora, improvisem a urna, as cdulas, o grupo que far a 
apurao dos votos e aquele que fiscalizar a apurao. Nota importante: vale 
discutir, mas no vale brigar!

               ::::::::::::::::::::::::

<103>
Para ler e conversar

          O gato vaidoso

  Moravam na mesma casa dois gatos, iguaizinhos no plo mas desiguais na sorte. Um, amimado pela dona, dormia em almofades. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia em colo. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe do lixo.
  Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:
   Passa de largo, vagabundo! No vs que s pobre e eu sou rico? Que s gato de cozinha e eu sou gato de salo? Respeita-me, pois, e passa de largo...
   Alto l, senhor orgulhoso! Lembra-te que somos irmos, criados no mesmo ninho.
   Sou nobre! Sou mais que tu!
   Em qu! No mias como eu?
  -- Mio.
   No tens rabo como eu?
   Tenho.
   No caas ratos como eu?
   Cao.
   No comes rato como eu?
   Como.
   Logo, no passas dum simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu no tens  o que tens  apenas um bocado mais de sorte...
  Quantos homens no transformam em nobreza o que no passa de um bocado mais de sorte na vida!

<R+>
Fbulas, Monteiro Lobato, Brasiliense.
<R->

 -- Depois de ler o texto, forme uma roda de conversa com os colegas e a professora e troquem idias sobre as questes a seguir:
<R+>
 a) H alguma palavra ou expresso no texto que vocs no
conhecem?
 b) Descubram o significado das palavras e expresses desconhecidas por voc
que aparecem no texto. 
 c) Vocs conseguem imaginar essa mesma situao vivida entre duas pessoas?   
 d) Como vocs acham que o gato vaidoso deveria se comportar em relao ao
gato desafortunado? 
<R->

               oooooooooooo

<104>
Somos todos brasileiros!
 
  De acordo com o Censo 2000, somos atualmente 169 milhes de brasileiros!
  Mas somos todos iguais? Ser que todos os brasileiros vivem do
vestem-se mesmo moram em casas mesmo jeito, moram em casas parecidas, comem as mesmas coisas? Num pas do tamanho do nosso isso  impossvel!
  Vamos recordar como so as paisagens to caractersticas do Brasil?

<R+>
 1. Observe as imagens a seguir.
_`[{as fotos destacam imagens das regies relacionadas a seguir_`]
 o Floresta Amaznica
 o Caatinga
 o Campos gachos
 o Cerrado

 2. Troque idias com os colegas e a professora.
 a) Como vocs imaginam que seja a vida dos brasileiros em lugares como os apresentados nas imagens?
 b) Que outras paisagens existem no Brasil?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<105>
Muitos jeitos de morar

  Voc j aprendeu que, muitas vezes, os seres humanos se adaptam s 
condies dos lugares, modificando seus hbitos e aproveitando os recurso 
naturais para construir seus abrigos.
  Mas, alm dos recursos naturais, outros elementos podem influenciar os 
diferentes tipos de moradia, como o poder aquisitivo, que  a capacidade que 
uma pessoa, famlia ou comunidade tem de comprar o que necessita ou deseja, e 
o grupo social a que pertence, isto , o conjunto de pessoas que compartilham 
um mesmo modo de ser, viver e trabalhar.

<R+>
 1. Observe as imagens e leia as legendas.
 _`[{foto mostrando parte de uma favela. Legenda a seguir_`]
  Casa de favela, na cidade de So Paulo, construda com restos de madeira, chapas de lata, papelo, etc.

 _`[{foto mostrando uma manso rodeada de jardins.
  Legenda a seguir_`]
   Casa de um bairro rico da cidade de Barueri (SP) construda sobre alicerces slidos, com tijolos, telhado e revestimentos sofisticados.
<R->

Voc sabia?..........

  A palavra "favela" era nome de um morro na cidade do Rio de Janeiro onde, no 
final do sculo XIX, moravam pessoas pobres. Elas no tinham emprego fixo 
nem dinheiro para construir suas casas, ento faziam barracos com restos de 
materiais encontrados nos lixes da cidade. Hoje, "favela" designa o conjunto 
de habitaes construdas de
modo grosseiro, geralmente sem gua, luz e esgoto, sejam 
feitas no morro ou no.
  
<106>
<R+>
 2. Numa roda de conversa, discuta com seus colegas e a professora:
 a) O que diferencia as duas moradias descritas na pgina anterior?
 b) Em sua cidade, h lugares em que as casas no so nem to simples nem to sofisticadas como as que voc acabou de ver?
 c) H favelas no municpio em que moram?
 d) Vocs conhecem algum projeto da prefeitura ou da comunidade para melhorar as condies de vida na favela?
 e) As crianas que moram na favela vo  escola?

 3. Leia a notcia a seguir.
<R->

<R+>
Uma vida melhor nas favelas. Com o trabalho de todos.
<R->
  
  Cansados de esperar pelo governo, os moradores de vrias favelas da cidade de So Paulo vm se 
mobilizando em torno de projetos sociais prprios.
  O resultado: melhoria da qualidade de vida.

  Mil e oitocentas favelas com 1.900.000 moradores. Esses so os nmeros da capital de So Paulo. Elas esto espalhadas pela cidade, instaladas no s em bairros pobres, mas tambm em bairros nobres. Algumas tm vida prpria: comrcio, escola, creches e postos de sade. Na favela de Helipolis, a maior da cidade, os 80 mil moradores se cansaram de esperar pelas autoridades e arregaaram as mangas...
  Segundo Jos Geraldo de Paula Pinto, 35 anos, coordenador dos projetos desenvolvidos na favela, os diversos trabalhos realizados com a comunidade visam, entre outras coisas, a complementao escolar e a ampliao da cultura e melhoria da auto-estima. Os projetos contam com a colaborao da iniciativa privada e de ONGs do exterior.
  A sede da associao atende 240 pessoas por dia, e sete ncleos, espalhados pela favela, atendem 540 crianas de 7 a 14 anos. Os ncleos foram construdos por pais de alunos e desenvolvem, entre outras atividades, o projeto Parceiros da Criana, que tem por objetivo o reforo escolar com aulas de informtica e acompanhamento pedaggico. Nos ncleos, todas as crianas recebem alimentao. "Muitas crianas tm como nica alternativa a refeio daqui. Elas ficam o dia todo nos ncleos, algumas no estudam mas so incentivadas a retornar  escola", explica Jos Geraldo.

<R+>
Texto adaptado de O Estado de S. Paulo, 14/5/2000.
<R->

<107>
<R+>
 4. Forme um grupo com mais trs ou quatro colegas e respondam no caderno s questes a seguir. Depois, confiram as respostas com a professora.
 a) Quantas favelas havia, no ano de 2000, na cidade de So Paulo?
 b) Quantas pessoas moravam na maior favela de So Paulo?
 c) Quantas pessoas moram no seu municpio?

 5. Na notcia que vocs acabaram de ler, apareceu a sigla ONGs. Algum de vocs sabe o que significa? Veja a definio a seguir.
  ONG  a sigla de "Organizao No-Governamental". O "s" que aparece na sigla do texto indica o plural. Organizaes assim so associaes que, sem a finalidade de obter lucros, se dedicam a realizar tarefas que deveriam ser feitas pelo Estado. A sociedade civil, ento, se organiza para execut-las.
  Agora, sempre em grupo, faam a pesquisa a seguir. Vocs podero encontrar 
material de pesquisa em jornais, revistas ou na Internet, se tiverem acesso. 
Anotem os resultados da pesquisa no caderno.
 a) Vocs conhecem alguma ONG? Como se chama?
 b) Qual  a tarefa que ela executa?
 c) Como essa ONG obtm dinheiro para realizar a tarefa a que se prope?
 d) Se vocs pudessem organizar uma ONG, qual seria o objetivo?
 e) Como vocs arrumariam dinheiro para manter essa organizao?
 f) Que nome vocs dariam  ONG que acabaram de imaginar?

 6. Numa roda de conversa, contem  classe o resultado da pesquisa que realizaram.
<R->

Fique sabendo..........

  O Greenpeace  uma organizao no-governamental de mbito mundial que 
luta, constantemente, atravs de meios legais, para a manuteno do equilbrio e 
bem-estar do meio ambiente. Fundado em 1971, no Canad, o Greenpeace 
mantm escritrios em 29 pases, includo o Brasil. As nicas fontes de recursos 
que financiam o Greenpeace so as doaes de pessoas fsicas e, em pequena 
escala, a venda de produtos com a marca da organizao.

               ::::::::::::::::::::::::

<108>
As muitas caras do Brasil

  Voc j sabe que o poder aquisitivo, isto , a quantidade de dinheiro que as pessoas tm, influencia nos diferentes tipos de moradia. 
  Agora, voc vai ver o outro aspecto que influencia na construo de uma casa: o aspecto cultural.

<R+>
1. Observe as imagens a seguir.
 _`[{fotos mostrando a fachada de algumas casas localizadas nas regies relacionadas a seguir_`]
 o Blumenal, Santa Catarina, Brasil;
 o Bremen, Alemanha;
 o Tiradentes, Minas Gerais, Brasil;
 o Cascais, Portugal;
 o Recife, Pernambuco, Brasil;
 o Amsterd, Holanda.

<109> 
 2. Numa roda de conversa, discuta com os colegas:
 a) De onde so as construes que vocs acabaram de ver? O que vocs observaram de comum entre elas?
 b) Por que no Brasil h construes to parecidas com a de outros pases?
 c) No seu municpio h alguma construo parecida com as que vocs acabaram de ver?
<p>
 3. A origem do povo brasileiro  muito variada. Observe as imagens.
 _`[{foto de duas meninas usando trajes tpicos. Legenda a seguir_`]
  Crianas descendentes de imigrantes japoneses, em cerimnia tradicional na cidade de Bastos (SP).

_`[{foto de uma famlia usando trajes tpicos, sentada na calada em frente da casa. Legenda a seguir_`]
  Moradores do distrito de Vale Vneto, no municpio de So Joo de Polnise (RS), de origem italiana.

_`[{foto de algumas mulheres ndias usando adornos tpicos. Legenda a seguir_`]
  Grupo Yanomami na aldeia Nazar (AM).

_`[{foto de dois meninos _`]
  Oficina de arte do Projeto Travessia, em So Paulo (SP).

_`[{foto de um grupo de homens e mulheres se apresentando numa dana tpica. Legenda a seguir_`]
  Festa da colnia libanesa em Uberlndia (MG).

_`[{foto de trs meninos explorando um mural. Legenda a seguir_`]
  Crianas de religio judaica em escola da cidade de So Paulo (SP).

<110>
 4. Numa roda de conversa, discuta com os colegas e a professora.
 a) Que elementos presentes nas fotografias ajudam a diferenciar um grupo do outro?
 b) As pessoas retratadas nas fotos so brasileiras?

 5. Procure no dicionrio o significado da palavra "brasileiro" e anote-o em seu caderno. 

 6. As fotos mostram tipos humanos bem
diferentes. Todos eles so brasileiros. Forme um grupo com mais
trs ou quatro colegas e conversem sobre as seguintes questes:
 a) Na classe de vocs, h algum com um tipo fsico parecido com algum dos retratados nas fotografias?
 b) Em seu municpio, algum desses tipos aparece mais que os outros?

 7. Escolham uma das fotos e inventem uma histria sobre a pessoa retratada e a sua famlia. Em seguida, escrevam a histria que criaram em uma folha de papel sulfite. 
  Dica: Antes de comear a histria, elaborem perguntas do tipo:
Como se chama essa pessoa?, Onde ela nasceu?, Onde nasceram seus antepassados? Sempre estiveram no Brasil? Por que vieram para o Brasil? Onde moram?
 8. Combinem com a professora um dia para lerem as histrias e comentarem as semelhanas e diferenas.
<R->

Fique sabendo..........

  Herdamos palavras de muitos povos. Veja o quadro abaixo.

<F->
 japons _ italiano  _ rabe
 jud    _ carnaval  _ algodo
 karaok _ espaguete _ almofada
 quimono _ palhao   _ armazm

 ingls   _ grego    _ francs
 futebol  _ alfabeto _ jardim
 clube    _ escola   _ salada
 reprter _ relgio  _ rotina

 lnguas africanas _ espanhol
 berimbau          _ colcha
 jil              _ mochila
 xingar            _ neblina

 latim     _ lnguas indgenas
 aluno     _ jacar
 professor _ mandioca
 beijo     _ pipoca
<F+>

               ::::::::::::::::::::::::

<111>
Vozes do Brasil

  A fala de um povo marca sua origem. E, num pas de dimenses to grandes como o nosso, temos muitos jeitos de falar a mesma lngua: o portugus. No caso do Brasil, cada fala marca uma regio, uma cidade, uma histria...

<R+>
 1. Numa roda de conversa, troque idias com os colegas.
 a) Existem muitos jeitos de falar caractersticos de algumas regies do Brasil: o 
jeito nordestino, o gacho, o paulista, o carioca, etc. Quem j ouviu algum falar
de um jeito muito diferente do de sua regio?
 b) Quem j ouviu uma pessoa estrangeira falando portugus? Como soava? De 
onde era essa pessoa?
 c) Na classe h algum que tenha um sotaque diferente dos demais? Por qu? 
De onde veio essa pessoa? Onde nasceu?

 2. Agora, que tal fazer teatro? Em grupos de quatro alunos, elaborem um dilogo entre dois estrangeiros falando portugus com alguma dificuldade e dois brasileiros. Escrevam as falas em uma folha de papel e ensaiem algumas vezes. Vocs iro apresentar o dilogo  classe.
 3. No momento escolhido pela professora, organizem a classe como um teatro de verdade. Escolham o canto onde ser o palco e disponham as cadeiras da platia de forma que todos possam ver a encenao.
 4. Sorteiem a ordem de apresentao dos grupos e divirtam-se!
<R->
<p>
Voc sabia?.......... 

  O Teatro Amazonas, localizado em Manaus, capital do Amazonas, foi inaugurado em 1896. Construdo nos tempos ureos do ciclo da borracha, apenas as madeiras do piso e das cadeiras so originrias do Brasil, da Bahia. No mais, todo o material utilizado na construo veio da Europa, das ferragens aos espelhos e cristais. Em 1989, o Teatro Amazonas foi totalmente restaurado. Hoje ele abriga uma excelente orquestra, a Amazonas Filarmnica.

               ::::::::::::::::::::::::

<112>
Fazendo arte com roupas

  Vamos criar uma roupa?
  Para realizar essa atividade, voc poder usar jornais velhos, barbante, tesoura de ponta arredondada, cola, fita adesiva, botes e miangas, lantejoulas e retalhos de tecido e plstico, etc.
<p>
<R+>
 1. Forme um grupo com mais trs ou quatro colegas e, juntos, escolham que roupa iro fazer. Vocs podero reproduzir alguma roupa que j conhecem ou inventar uma que nunca viram antes.
  Faam anotaes no caderno para usar como roteiro de trabalho.

 2. Vejam as anotaes que o grupo de Bruno, Marina, Ana e Joo fizeram:
 o Que tipo de roupa vamos fazer?
  Uma roupa leve, que facilite o movimento das pernas. Ela precisa ser feita com material reciclvel.
 o Para que ela servir?
  Para compor o figurino dos "Agentes da Reciclagem", que integram a pea que vamos apresentar no dia do Meio Ambiente.
 o O que nos levou a fazer essa escolha?
  Sabemos que um jeito de ajudar a natureza  reciclando materiais como o plstico. Com essa roupa queremos mostrar que  possvel reaproveitar sacos plsticos.
 o Como ser essa roupa?
  Uma proteo de plstico para a cala presa acima dos joelhos e dos joelhos at a cintura.
 o De que material precisaremos?
  Barbante, tesoura, fita adesiva e sacos plsticos.

 3. Depois de tomadas as decises, mos  obra! Lembrem-se, vocs vo fazer um modelo para ilustrar a idia que tiveram e em seguida vo expor o modelo  classe.
 4. Acompanhe a atividade realizada pelo grupo de Bruno, Marina, Ana e Joo.
 a) Para comear, o grupo separou o material para fazer as roupas.
 b) Em seguida, usando tesouras, recortaram grandes retngulos de plstico.
 c) Depois, cada um prendeu os retngulos de plstico ao redor da perna e acima do joelho.
 d) Por ltimo, prenderam a parte acima do joelho com o barbante. Pronto!
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<114>
As roupas e a vida das pessoas

<R+>
 1. Por que usamos esta ou aquela roupa? Leia o texto a seguir.
<R->

  No dia-a-dia escolhemos a roupa que vamos usar levando em conta vrios fatores, no apenas se o dia est quente ou frio. Entre eles esto a funcionalidade e os hbitos e costumes.
  A funcionalidade  a caracterstica que tem uma determinada roupa de nos permitir realizar melhor a atividade a que nos propomos. Por exemplo, se vamos andar de bicicleta,  melhor usar shorts do que uma cala de boca larga que certamente ficar presa na corrente, expondo-nos ao risco de levar um tombo daqueles.
  Os hbitos e costumes nos levam a vestir algumas roupas somente em determinadas ocasies. Exemplo disso  o vestido de noiva.

<R+>
Texto elaborado para fins didticos.
<R->

<R+>
 2. Numa roda de conversa, troque idias com os colegas.
 a) Que outras roupas so usadas por hbito e costume?
 b) Que outras roupas usamos por motivo de funcionalidade?
 c) H um outro motivo que influencia muito no jeito de as pessoas se vestirem, mas no aparece no texto que acabaram de ler. Algum de vocs saberia dizer qual ? (Dica: H muitas revistas especializadas no assunto.)
<R->

Voc sabia?..........

  As primeiras chuteiras para jogar futebol eram feitas de couro e tinham o bico reforado com uma chapa de metal. Os jogadores costumavam chutar a bola, que era mais dura e pesada do que a usada hoje, com o bico da chuteira. 
  Atualmente as chuteiras so feitas de materiais leves e flexveis, e a tcnica de chute se sofisticou: os jogadores usam diferentes partes do p para fazer a bola rolar, no apenas a ponta.

<R+>
*Aprendendo histria e geografia*, Csar Coll e Ana Teberosky, tica.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<115>
Como se vestem os brasileiros

  Voc j sabe que a origem do povo brasileiro  muito variada. Sabe tambm que, assim como a fala, as tradies tambm revelam a origem das pessoas! Agora, vai conhecer um pouco de suas roupas e perceber como a funcionalidade e a tradio podem estar presentes numa mesma vestimenta.

<R+>
 1. Observe as imagens a seguir.
 _`[{seis fotos mostrando pessoas, em trajes tpicos, originrias do Rio Grande do Sul; habitantes do estado da Bahia e trabalhadores do estado do Cear_`]

<116>
 2. Numa roda de conversa, troque idias com os colegas.
 a) De que regies do Brasil so as pessoas retratadas nas fotografias da pgina anterior?
 b) Como elas esto vestidas?
 c) Em seu estado ou municpio  comum ver trajes como esses?
 d) Algum de vocs j usou a roupa tpica de alguma regio? Como era essa roupa? De que regio era?

 3. Forme um grupo com mais trs ou quatro colegas e troque idias sobre as 
questes a seguir. Anote suas concluses no caderno.
 a) Como  o clima da regio em que vocs vivem: quente, frio, nem muito quente nem muito frio?
 b) Vocs usam uniforme para ir  escola? Como  ele?
 c) Se vocs no tm uniforme, como  a roupa que usam para ir  escola?
 d) Vocs se vestem de jeito parecido para ir  escola?

 4. Existe uma relao entre a roupa que as pessoas usam e a atividade que realizam. Observe as imagens a seguir:
 _`[{seis fotos com as legendas a seguir_`]
 Foto 1: Mdica realizando uma cirurgia.
 Foto 2: Trabalhadora da construo civil rebocando uma parede.
 Foto 3: Escritrio de uma empresa de cartes de crdito.
 Foto 4: Atletas disputando corrida de 200 metros rasos.
 Foto 5: Juiz de Direito presidindo uma sesso no tribunal.
 Foto 6: Padeiro em panificadora.

 5. Converse com seus colegas:
 a) Qual  a relao entre as roupas e as atividades apresentadas? 
 b) Como os pais ou as pessoas que tomam conta de vocs se vestem quando saem de casa para trabalhar?
 c) Forme um grupo com alguns colegas. Escolham uma foto e, juntos, criem uma histria sobre a pessoa retratada e a escrevam no caderno. Contem o que vocs imaginam que ela est fazendo, se a roupa que est usando ajuda na realizao de seu trabalho, se esse trabalho exige roupas prprias e por
qu, etc.
 d) Em seguida, todos os grupos vo ler para a classe a histria que escreveram.
 e) Depois, conversem com os colegas de classe sobre as semelhanas e diferenas que apareceram. Ser que vocs imaginaram histrias parecidas? Quantos grupos escolheram o mesmo personagem? Alguma das pessoas retratadas no foi escolhida por nenhum grupo?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<118>
O Brasil em festa!

  Voc sabe qual  a diferena entre uma festa de aniversrio e
uma festa popular? A festa de aniversrio  particular, isto , acontece em um local reservado, como sua casa ou um salo de festas, e s comparecer quem for convidado. Uma festa popular acontece na rua ou em algum outro lugar pblico, como um parque municipal, e quem chegar ser bem-vindo.

<R+>
 1. Leia a seguir o trecho de uma carta datada de 1882. Nesta carta, uma jovem alem que estava na cidade do Rio de Janeiro durante uma animada festa popular conta a uma amiga suas impresses sobre o que est presenciando.
<R->

  "J aconteceu por acaso de lhe atirarem ao rosto um projtil duro que estoura, enquanto um jato de gua com cheiro de patchuli escorre pelo seu pescoo abaixo?
  Encostei-me instintivamente contra uma casa, para ao menos proteger-me pelas costas  rrrrrr um aguaceiro desabou sobre meu chapu (com pluma verdadeira!) ensopando-o e desaguando pela minha gola. (...)
  Paff!, um segundo projtil com sua conseqente inundao escolheu o lado oposto (...) Piff! outro passou e mais outro pelo meu nariz, indo rebentar na parede, atrs de mim. Procurava abaixar-me para verificar a forma desses terrveis projteis  puff um estalo chocho na minha nuca despeja gua pelas minhas costas abaixo...  y
  Sentia-me completamente atordoada. Que significaria
aquilo?
   Meu Deus!  exclamei indignada em ltimo grau. Que se passa aqui no Rio? Enlouqueceram todos?
  Ento, o doutor, sorrindo, tomou-me pela mo, levou-me at o calendrio e mostrou-me com o dedo uma data do ms de fevereiro.
   Car-na-val  soletrei com um suspiro abafado!  Que est fazendo?  perguntei desanimada.
   Estou retirando alguns pedaos de cera. Ao que parece deve ter recebido uma boa descarga de limes de cera cheios d'gua; e o 
<p>
Rio assim continuar at quarta-feira de cinzasf."

<R+>
Trecho adaptado de carta escrita por Ina von Binzer, em 17 de fevereiro de 1882, publicada no livro *Os meus romanos  alegrias e tristezas de uma educadora alem no Brasil, Paz e Terra, 1980*.
<R->

<119> 
<R+>
 2. Numa roda de conversa, discuta com sua professora e com seus colegas:
 a) Qual  o pas de origem da autora? 
 b) Em que ano ela escreveu a carta? 
 c) De que festa a autora da carta est falando?.
 d) Por que a autora estranhou tanto essa festa?
 e) Na cidade onde voc mora comemora-se essa festa?
 f) Em que poca do ano essa festa costuma acontecer?
 g) Que tipo de manifestaes acontece em sua cidade nessa poca do ano? 

 3. Que outras festas populares, alm do Carnaval, voc conhece?
<R->

  Catirina est grvida. Para satisfazer seus desejos, Francisco mata o boi preferido do patro, que, furioso, descobre o acontecido. Como sair dessa situao? A festa do Bumba-meu-boi, realizada no Maranho e em outros estados, conta essa histria na poca das festas juninas.
  Iemanj  o *orix* das guas. Como  vaidosa, seus *devotos* oferecem a ela muitos presentes para que ela fique ainda mais bela. Eles lanam ao mar os presentes junto com milhares de barcos enfeitados, no dia de sua festa, 2 de fevereiro. A festa acontece em Salvador, no Rio de Janeiro e em outras praias. Dizem que a Rainha do Mar ajuda seus protegidos a conquistar a pessoa por quem esto apaixonados. E a vingar-se tambm!
<120>
  No segundo domingo de outubro, em Belm, capital do Par, uma enorme procisso enche as ruas da cidade.  a festa do Crio de Nazar, que homenageia Nossa Senhora de Nazar, a padroeira da cidade.

<R+>
 4. So muitas as festas que acontecem no Brasil. Vamos pesquis-las?
 a) Forme um grupo com mais trs ou quatro colegas. Vocs podero pesquisar sobre uma festa que acontece no estado ou municpio em que moram ou sobre uma festa de que j ouviram falar. Peam sugestes  professora. O ideal  que cada grupo pesquise uma festa diferente.
 b) Para obter informaes, dirijam-se  biblioteca da escola ou  biblioteca municipal, onde podero consultar enciclopdias, guias e, se possvel, a Internet. Escrevam o que descobrirem no caderno.
 c) As pesquisas devero conter: o nome da festa, quando e onde acontecem, como so os personagens, que histria eles contam, que roupas so usadas, quais so as cores predominantes, onde se originou, etc.

 5. Marquem com a professora um dia para cada grupo apresentar o resultado da pesquisa aos colegas da classe. Que tal organizar a encenao de uma das festas pesquisadas?
<R->

Voc sabia?..........

  O Carnaval foi trazido da Europa pelos portugueses. No incio, tinha o nome de "entrudo". Brincar o entrudo era enfrentar uma verdadeira batalha, em que os participantes atiravam uns nos outros granadas de cera cheias de gua perfumada. Cada uma dessas granadas era chamada limo-de-cheiro e, quando estourava, deixava no ar um perfume de cravo, canela ou rosa. Mais tarde (...) o entrudo foi substitudo pelos bailes de mscaras. (...) Depois vieram os corsos, desfiles de carros enfeitados, cheios de gente fantasiada, jogando confete e serpentina pra todo lado.

<R+>
*Festas*, Marcelo Xavier, Formato Editorial.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
<121>
<p>
<R+>
Captulo 6  As terras do Brasil
<R->

  Ao longo deste ano voc aprendeu muitas coisas sobre o Brasil. Hoje, voc 
um brasileiro que conhece o seu pas: sabe localiz-lo em um planisfrio; 
conhece seu clima, seus rios, seu relevo, sua vegetao. J sabe muito de sua 
gente e de seus costumes.
  Neste captulo, o ltimo deste livro, voc ver como ns, brasileiros, podemos 
modificar a paisagem do nosso pas. E perceber que, como agentes 
modificadores da paisagem, podemos fazer muitas coisas boas pelo nosso pas e 
pelo nosso planeta.

               oooooooooooo

<122>
Terras  beira-mar

  Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, no sabiam que riquezas encontrariam na nova terra. Para isso organizaram expedies exploradoras para verificar que produtos existiam na terra em que eles acabavam de aportar. O pau-brasil era um desses produtos.
  O que mais existia na costa que os portugueses comearam a
explorar? Como era esse litoral e como  atualmente?  isso o
que voc vai ver agora.

 1. Leia os textos.

  O	pau-brasil era uma mercadoria de grande valor na Europa. Dele se extraa uma tintura vermelha usada para tingir tecidos. rvore nativa da mata Atlntica, o pau-brasil fornece uma madeira cor de brasa. Devido ao grande interesse pelo comrcio dessa madeira, Portugal comeou a ocupar o novo territrio, onde a rvore existia em grande quantidade.

  A mata Atlntica  uma floresta tpica de clima quente e mido, predominante na costa brasileira. No passado, a mata estendia-se do Rio Grande do Sul ao litoral do Rio Grande do Norte. A devastao comeou com a retirada do pau-brasil pelos portugueses e prosseguiu durante 500 anos. Hoje restam apenas cerca de 5% da *cobertura vegetal* original. Com a destruio da mata, muitas espcies vegetais e animais desapareceram ou esto ameaadas de extino.  o caso da ona-pintada e do mico-leo-dourado.
<123>
  O grande interesse pelo pau-brasil fez com que os portugueses enviassem diversas expedies  nova terra. Na Europa, a nova terra era associada  cor da madeira, por isso passou a ser conhecida como Brasil. As exploraes revelaram um litoral rico, com variadas formaes de relevo e de vegetao, como restingas, mangues, falsias e ilhas.
<p>
  Restinga  uma faixa de areia depositada pelo mar paralelamente  costa. Muitas vezes forma-se uma lagoa ou laguna entre a restinga e a costa. Nas restingas a vegetao  formada por plantas adaptadas ao terreno arenoso e salino. Presentes ao longo de toda a costa, as restingas vm sendo destrudas para dar lugar a rodovias ou loteamentos na praia. Com isso tornaram-se raros muitos animais que antes eram comuns nas reas de restinga, como a ona-pintada, a capivara, o jacar-de-papo-amarelo, o lagarto e o jabuti.

  O mangue ou manguezal aparece em baas ou na foz de rios, locais onde h grande variao das mars. O solo  uma espcie de lama mole e escura, que abriga vrias espcies da fauna marinha, como caranguejos e siris. A vegetao  composta de arbustos e rvores de troncos finos e razes areas, isto , razes que se desenvolvem acima do solo. Os mangues esto desaparecendo para dar lugar a prdios e casas perto de praias, e tambm devido  poluio provocada pelo despejo de esgotos e de lixo industrial.

<124>
  Ilha  uma poro de terra cercada de gua por todos os lados. As ilhas podem
ser martimas ou fluviais. No litoral brasileiro, vrias ilhas e *arquiplagos* foram
transformados em projetos de conservao.  o caso da Ilha Grande (RJ), de
Ilhabela e Anchieta (SP), Abrolhos (BA) e Fernando de Noronha (PE). O Brasil possui a maior ilha fluvial do mundo: a ilha do Bananal, formada por dois braos do
rio Araguaia, no estado do Tocantins. Ela abriga duas reservas indgenas, alm do Parque Nacional do Araguaia. 

  Falsias ou costes rochosos so paredes produzidos pela eroso martima. So mais comuns nos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Esprito Santo e Bahia.

  Os recifes so formados por arenito ou
corais e protegem a linha da costa da eroso provocada pelas ondas. Eles abrigam
ostras e mariscos. Os recifes predominam na Bahia, em Pernambuco, Alagoas e no
Rio Grande do Norte.

<R+>
 2. Com seus colegas, faa uma pesquisa e descubra as caractersticas do litoral do seu estado. Se seu estado no possui litoral, pesquisem ou retomem suas 
diferentes formas de relevo. Depois, escolham uma dessas formas e descubram o que , onde ocorre no Brasil e qual a vegetao associada a ela.
 3. Depois de fazer o reconhecimento do litoral ou das diferentes formas de relevo de seu estado, procurem descobrir se aconteceram, ou ainda acontecem, danos provocados na paisagem pela ao humana e quais so eles.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<125>
O pescador do litoral

  Peixe  alimento, e onde h peixe h pesca! Mas existem muitas formas diferentes de pescar.

<R+>
 1. Observe as imagens a seguir.
 _`[{duas fotos com as legendas a seguir_`]
 Foto 1: Barco de pesca industrial.
 Foto 2: Jangadeiros nordestinos saindo para pescar.

 2. Numa roda de conversa, discuta com seus colegas e a professora:
 a) Por que os seres humanos pescam? 
 b) Quem gosta de comer peixe? Quem no gosta?
 c) As tcnicas usadas pelos diferentes pescadores so semelhantes?
 d) Quais pescadores vocs acham que pescaro maior nmero de peixes? 
 e) Quais pescadores oferecero menos riscos ao meio ambiente?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<126>
A vida no litoral do Brasil

  O litoral brasileiro  o ambiente natural de centenas de espcies
animais e vegetais diferentes. So *mamferos*, *peixes*, *aves*, *rpteis*,
*moluscos*, *crustceos*, *insetos*, *algas*. Muitas dessas espcies esto
ameaadas de extino. A boa notcia  que existem projetos de preservao em vrios pontos de nosso litoral. Conhea alguns deles.
<p>
 1. Leia os textos.

  O golfinho-rotador  um mamfero *cetceo* marinho que pode chegar a 2 metros de comprimento. Centenas deles freqentam diariamente a baa dos Golfinhos, no arquiplago de Fernando de Noronha.
  A vida e a reproduo desses animais dependem da preservao de seu *ecossistema*. Desde 1990, o Projeto Golfinho-Rotador fiscaliza a regio e limita o trfego e o acesso de turistas nesse local para preservar a tranqilidade dos golfinhos.

  Cinco espcies de tartarugas marinhas que desovam no litoral brasileiro estavam ameaadas de extino devido  matana e  caa aos ovos. Desde 1979, o Projeto Tamar monitora as reas de procriao e alimentao das tartarugas. Com isso, mais de 2 milhes de filhotes j foram salvos. O grande xito do projeto foi ter conseguido conscientizar as pessoas da necessidade de proteger as tartarugas. A populao local de vrias praias deixou de roubar ovos e matar as fmeas e passou a realizar o trabalho de fiscalizao, protegendo as tartarugas e ajudando a livrar a espcie da extino.

<127>
  A baleia-jubarte  um dos maiores cetceos do mundo. Pode medir 16 metros e pesar mais de 30 toneladas. Apesar do tamanho,  um animal extremamente dcil. Devido  caa indiscriminada, a populao dessas baleias, que antes da caa era de 150 mil espalhadas pelos oceanos do mundo, no ano 2000 era de apenas 25 mil. A sede do Instituto Baleia-Jubarte fica no Parque Nacional Marinho dosAbrolhos, no estado da Bahia.
  Nos meses de julho a dezembro, as baleias-jubarte procuram as guas quentes para a reproduo. Nessa poca, elas podem ser vistas no arquiplago dos Abrolhos. Equipes de bilogos e outros pesquisadores se instalam no lugar para estudar os hbitos e o comportamento das baleias-jubarte. Eles aproveitam a oportunidade para identificar, fotografar e catalogar os animais.

  Dcil e inofensivo, o peixe-boi pode atingir 4 metros de
comprimento e pesar at 600 quilos. Ele  um dos mamferos aquticos mais antigos: h 45 milhes de anos j habitava a Terra. No Brasil existem duas espcies: o peixe-boi de gua doce, que vive nos rios da Amaznia, e o peixe-boi marinho, que antes habitava o litoral desde o Esprito Santo at o Amap e hoje habita apenas o trecho entre Alagoas e o Amap.
<128>
  Em 2001, o peixe-boi estava ameaado de extino. Da espcie marinha restavam somente cerca de quinhentos indivduos. Alm de ter sido caado indiscriminadamente desde a poca da colonizao por causa de seu couro resistente, da carne saborosa e da gordura, a destruio do ambiente tambm contribuiu para esse triste processo. Para dificultar ainda mais a sobrevivncia da espcie, a fmea tem apenas um filhote cada trs anos.
  Mas o peixe-boi tem papel fundamental no seu ecossistema. Pelo fato de ser herbvoro, controla o crescimento das plantas aquticas, ajudando a evitar a obstruo de rios e a poluio de praias. Outra caracterstica importante  que suas fezes servem de adubo para o ecossistema aqutico.
  O Centro de Mamferos Aquticos, vinculado ao *Ibama*, com sede na ilha de Itamarac, Pernambuco, cuida da preservao do peixe-boi marinho e do peixe-boi da Amaznia.

<R+>
 2. Com a professora e os colegas da classe, faa uma lista de animais em processo de extino. Procurem em jornais, revistas, Internet, etc.
 3. Leia com ateno a notcia a seguir.
<R->

          Filhote de peixe-boi  resgatado no Cear

  O animal, que encalhou numa praia do municpio de Beberibe, no litoral oeste do Cear, chegou a Recife de avio. Do aeroporto, foi levado para o Centro de Mamferos Aquticos, em Itamarac, onde outros onze peixes-bois vivem em *cativeiro*.
  Com cerca de uma semana, o filhote de peixe-boi resgatado ainda tinha o cordo umbilical preso ao corpo, media cerca de 1,35 metro e pesava 37 quilos. Foi acomodado numa piscina e recebeu a primeira mamadeira com uma mistura de leite em p, polpa de coco verde e ovos.
  O Cear  considerado o principal local de ocorrncia de filhotes rfos. "As fmeas da espcie procuram as desembocaduras de rios para parir. Mas como essas regies encontram-se assoreadas, elas acabam tendo seus filhotes no mar", explica a veterinria encarregada. Os filhotes recm-nascidos se desgarram da me normalmente pela ao das ondas.
  O *assoreamento*  o acmulo de sedimentos no fundo dos *esturios*. Isso os torna rasos, o que dificulta o acesso dos peixes-bois. De acordo com a veterinria, esse tipo de degradao ambiental das reas de mangue  provocado, entre outros fatores, pelo corte da *mata ciliar*, que fica nas margens dos rios.

<R+>
(Texto adaptado do *Jornal do Commercio*, Recife, PE, 23/11/2000.)
<R->

<129>
<R+>
 4. Numa roda de conversa, troque idias com os colegas e a professora:
 a) Onde nasceu o filhote de peixe-boi resgatado? E vocs?
 b) O filhote resgatado media 1,35 metro e pesava 37 quilos. Quanto vocs tm 
de altura? Quanto vocs pesam?
 c) O filhote foi encontrado com cerca de uma semana de vida. Quanto vocs 
acham que pesavam e mediam com essa mesma idade?
 d) Como o filhote foi levado a Recife?
 e) Algum de vocs j andou de avio? Para onde foi?

 5. Agora, que tal fazer um projeto de conservao?
 a) Em grupos de quatro ou cinco colegas, escolham um dos
animais que descobriram estar em processo de extino e
pesquisem as suas caractersticas: hbitat, alimentao, se 
ovparo ou vivparo, etc.
 b) Elaborem uma lista de providncias que consideram necessrias para 
proteger o animal escolhido.
 c) Marquem um dia com a professora para apresentar  classe o seu projeto de 
conservao.
 d) No se esqueam de dar um nome bem interessante para o projeto.
<R->

Voc sabia?..........

  No Brasil existem reas de preservao permanente.
  S  permitido retirar parte ou toda a vegetao natural de uma rea de preservao permanente quando esta for necessria para a execuo de obras, projetos ou atividades de interesse social ou de utilidade pblica. E  necessria uma autorizao do Governo Federal.
  As margens dos rios; ao redor de lagos, lagoas ou reservatrios de gua; os 
topos de morros, mon-
<p>
tes, montanhas e serras so exemplos de reas de 
preservao permanente.

               oooooooooooo

<130>
Terras inundadas
  
  Vamos recordar um pouco sobre as guas infindas do Brasil?
Observe a descrio do mapa na pgina 185. Veja a quantidade de rios que
correm por nosso pas! Vale lembrar que, nesse mapa, esto representados apenas os principais formadores das bacias hidrogrficas brasileiras. H ainda outros rios, menores!
  Agora, voc vai ver de que modo o brasileiro, como agente modificador da paisagem, se relaciona com esse potencial.
<p>
<R+>
 1. Observe as imagens abaixo e leia os textos com ateno.
<R->

  O salto das Sete Quedas, tambm conhecido como salto de Guara, no rio Paran, era a maior catarata do mundo em volume de gua. As quedas que a compunham desapareceram em 1982, quando foi inaugurada a usina hidreltrica de Itaipu.

  O Brasil  famoso por seu potencial hidreltrico, isto , sua capacidade de gerar energia eltrica usando a fora da gua. A usina hidreltrica de Itaipu foi desenvolvida por Brasil e Paraguai. At o incio dos anos 2000, Itaipu era responsvel pelo abastecimento de quase toda a energia eltrica consumida no Paraguai e por cerca de um quarto da energia consumida no Brasil.

<R+>
 2. Escreva no caderno as principais mudanas que voc acha que ocorreram onde havia o salto das Sete Quedas para dar origem  usina hidreltrica de Itaipu.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<131>
Fazendo arte

  Vamos ver o que acontece quando um curso de gua  interrompido?
  Voc vai precisar de uma superfcie para "cavar" um rio, que poder ser uma 
caixa de areia ou o prprio ptio da escola; uma fonte de gua, que poder ser 
uma mangueira ou uma garrafa de gua; e um objeto para representar a 
barragem, que poder ser uma rgua de plstico, uma tampa de lata de biscoitos, 
um pedao de madeira, etc.
  Veja como proceder:
  Cave o curso de um rio com o dedo ou com uma pazinha.
  Deixe a gua correr pelo caminho que voc fez.
  Continue despejando gua e pea a um colega para interromper o curso da gua colocando a 
barragem no meio do caminho. O que acontece, ento?

               ::::::::::::::::::::::::

<132>
O lago de Itaipu

  Com a experincia que voc acabou de realizar, percebeu que quando barramos o curso de um rio, a gua se acumula e forma um lago.
  No local onde foi construda a usina hidreltrica de Itaipu havia o salto das Sete Quedas, que era, na verdade, formado por mais
de uma dezena de quedas. Depois de despencar por elas, as
guas se juntavam num estreito *cnion*. E, alm das quedas-d'gua, aves, peixes, animais silvestres e plantas compunham o ecossistema da regio.

<R+>
_`[{foto area mostrando o reservatrio de Itaipu.
  Legenda a seguir_`]
  O reservatrio de Itaipu ocupa uma rea de 1.350 quilmetros quadrados. Seria o mesmo que juntar 163 mil campos de futebol, como o do estdio do Maracan, no Rio de Janeiro.
<R->

  -- Numa roda de conversa, troque idias com os colegas e a
professora:
<R+>
 a) O que vocs imaginam que aconteceu com os peixes que viviam nas proximidades do salto das Sete Quedas?
 b) O que ter acontecido com as rvores que ocupavam a regio? 
 c) E os animais silvestres, como tucanos, veados e jaguatiricas, vocs acham que foram embora ou ambientaram-se na nova paisagem?
 d) Algum de vocs conhece um lugar que teve a paisagem to alterada pela ao humana? Qual?
 e) Vocs acham que haveria um outro jeito de aproveitar a po-
<p>
tencialidade das guas do rio Paran sem modificar a paisagem?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<133>
<R+>
Plancie inundada: o Pantanal Mato-Grossense
<R->

  Voc acabou de conhecer uma regio cuja inundao foi provocada pelo ser 
humano. Agora, veja como  uma regio cuja inundao depende totalmente da 
natureza.

<R+>
 1. Observe a imagem a seguir.
 _`[{foto area mostrando o Pantanal Mato-Grossense. Legenda a seguir_`]
  No Pantanal Mato-Grossense, h dois perodos bem distintos ao longo do ano: o das cheias, que vai de novembro a abril, e o das secas, quando as beiras das lagoas ficam repletas de jacars e sucuris, alm dos pssaros que se alimentam de peixes.
<p>
 2. Com a professora e seus colegas de classe, localize o Pantanal no mapa da pgina 83.

 3. Numa roda de conversa, troquem idias sobre:
 a) Em que estados do Brasil encontra-se o Pantanal? (Dica: a resposta est na pgina 72!)
 b) Como as pessoas se locomovem no Pantanal?
 c) Algum de vocs j foi ao Pantanal?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<134>
Um passeio pelo Pantanal

 1. Vamos descobrir o Pantanal? Leia os textos a seguir.

  Os pantaneiros chamam o perodo das secas de *vazante*. Nessa poca, que vai de maio a outubro, as terras que ficaram inundadas durante os meses das cheias tornam-se muito frteis.
  As pastagens brotam e o gado retorna s reas mais baixas.

  Os pantaneiros conduzem o gado ao som do berrante, que  um instrumento de sopro feito com um chifre de boi.  preciso treino para tirar um som forte e melodioso do berrante.

Fique sabendo..........

  Descendente dos ndios Guat e de bandeirantes paulistas, o pantaneiro herdou de seus antepassados indgenas a agilidade fsica e o respeito  natureza. So conhecidos como canoeiros por usarem quase que exclusivamente canoas como meio de transporte.

<135>
  Alm de peixes e aves, muitos mamferos vivem no Pantanal.
  A ona-pintada tem hbitos noturnos. Ela s mata para se defender ou saciar a fome, e suas caas preferidas so veados, capivaras e antas.
<p>
  O carcar  uma ave caadora que come de tudo: frutas, gros, insetos, minhocas, aranhas, cobras e outras aves.

  Os jacars do Pantanal correram srios riscos de extino. Foram muito caados por causa de sua pele. Livres desse perigo, hoje so cerca de 35 milhes espalhados pela regio. Alimentam-se basicamente de peixes, e por isso ajudam a controlar a quantidade de piranhas nos rios.

<R+>
 2. Troque idias com os colegas.
 a) Cite uma atividade econmica desenvolvida na regio do Pantanal.
 b) Que relao existe entre essa atividade econmica e a paisagem do Pantanal? 
 c) Confira suas respostas com a professora.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<136>
Pantanal: paraso ameaado

  Nas atividades anteriores, voc conheceu um pouquinho do
Pantanal. Ele serve de viveiro para cerca de 100 espcies de
mamferos, 650 espcies de pssaros e 262 de peixes. Mas esse paraso ecolgico est ameaado.
	
<R+>
 1. Leia a notcia a seguir com ateno.
<R->

          Esquenta a polmica sobre os 
          riscos para o Pantanal

  A Unesco (Organizao das Naes Unidas para a Educao, Cincia e Cultura) declarou o Pantanal Mato-Grossense uma Reserva da Biosfera.
  Essa declarao esquenta a polmica sobre a implantao da hidrovia Paraguai-Paran: o Pantanal deve permanecer como um santurio ecolgico intocvel ou a obra viria deve ser feita como previsto sob o risco de drenar parcialmente o local, com prejuzos irreversveis ao ecossistema da maior plancie alagadia do planeta?
  De um lado esto as empresas multinacionais dos setores de agroindstria e *transporte fluvial*; de outro, os preservacionistas. No meio da controvrsia esto
governos e autoridades federais e estaduais, que sofrem presso da opinio pblica mundial; e ONGs que estudam o problema e propem solues para diminuir
os inevitveis danos.
  A hidrovia Paraguai-Paran funciona desde o descobrimento da Amrica. Ou antes. 
Foi pelo rio Paraguai que os espanhis desbravaram o interior do continente, a partir do rio da Prata. Atualmente, enormes comboios percorrem suas guas, transportando soja, trigo, minrios, combustveis e madeira. Mas as curvas so muitas e bem acentuadas. No tempo da seca os bancos de areia surgem do nada, como *icebergs*. 
Assim, o que fazer para promover uma via para o desenvolvmento da regio onde vivem 2 milhes de pessoas, em cinco pases, com uma economia regional estimada em 800 bilhes de dlares?

<R+>
 (Texto adaptado do jornal *Correio
do Estado*, Campo Grande, MS, 14/11/2000.)
<R->

<137>
<R+>
 _`[{foto mostrando uma draga no leito de um rio. Legenda a seguir_`]
  Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolvia podero utilizar a hidrovia Paraguai-Paran. Na imagem, uma draga retira sedimentos do fundo do rio, nas proximidades da cidade de Corumb (MS).

 2. Numa roda de conversa, responda com seus colegas e com
a professora s questes a seguir.
 a) Quais so os cinco pases beneficiados pela hidrovia ParaguaiParan?
 b) Para implantar a hidrovia ser preciso drenar, isto , retirar gua do Pantanal. O que vocs imaginam que aconteceria com o Pantanal se grandes pores de sua superfcie ficassem secas?
 c) Se vocs fossem produtores de soja em Mato Grosso do Sul e precisassem enviar a produo para o porto de Santos, no estado de So Paulo, que meios de transporte usariam?
<R->

Voc sabia?..........

  Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai comercializam produtos uns dos outros. 
Em 1991, foram estabelecidas regras para intensificar a compra e a venda de 
produtos entre esses pases. Essas regras passaram a valer em 1995 e fazem 
parte da criao do Mercosul (Mercado Comum do Sul), cujo objetivo  integrar 
e aumentar a cooperao entre esses pases.

               oooooooooooo

<138>
<R+>
Terras secas: o semi-rido nordestino
<R->

  Voc acabou de ver terras  beira-mar e terras inundadas, todas
ricas em gua! Agora, vai conhecer melhor as terras do semi-rido nordestino, que abrange metade da regio Nordeste e conta com metade de sua populao.

<R+>
 1. Para localizar onde esto essas terras, volte s pginas 82 e 83 _`[{estas pginas referem-se ao livro em tinta. Representao no constante nesta edio em braille_`] e localize a caatinga e o clima tropical semi-rido.

 2. Agora, para descobrir as caractersticas dessas terras, que tal fazer uma entrevista com alguma pessoa que tenha vivido alguns anos por l? Voc pode seguir o roteiro abaixo ou elaborar suas prprias perguntas. Lembre-se de anotar as respostas em seu caderno.
  Qual o seu nome?
  Onde voc nasceu (cidade e estado)?
  Voc tem irmos e irms? Quantos?
  Voc passou sua infncia no local onde nasceu ou perto dele?
  Voc usava roupas diferentes das que usa agora?
  Como era a casa em que voc morava?
  Quem morava nessa casa?
  Algum da sua famlia ainda mora l?
  Quanto tempo voc morou nesse lugar?
  O que seu pai e sua me fazem ou faziam para viver?
  O lugar onde voc morava tinha gua encanada? E esgoto?
  De onde vinha a gua que era usada na sua casa?
  Como era a vegetao local?
  Que animais voc via quando morava nesse lugar?
  Quais eram os trabalhos mais comuns das pessoas de l?
  Quais so os pratos tpicos desse lugar? E as festas?
  Por que voc no mora mais l?

 3. A professora ir combinar com a turma um dia para a apresentao das entrevistas.
 4. Leia os textos com ateno.
<R->
 
  No semi-rido nordestino h apenas uma estao de chuva, que dura de 3 a 5 meses. O povo da regio chama essa estao de "inverno". No resto do ano, ocorre o "vero", perodo seco chamado de "estiagem".
  A seca ocorre quando as chuvas de inverno so insuficientes ou irregulares demais. Existe um ciclo que parece se repetir: as piores secas acontecem cada 11 anos, e as mais amenas, cada 2 anos.
  As caatingas, ou "matas brancas", so caracterizadas por muitos arbustos espinhentos, como mandacarus e xiquexiques, que precisam de pouca gua. No ms de agosto, em plena seca, a maioria das plantas perde as folhas. O colorido da regio fica por conta das flores douradas do cajueiro, dos cactos e dos juazeiros.

<140>
<R+>
 5.  Numa roda de conversa, troque idias com os colegas e a professora:
 a) Como  o inverno na regio em que vocs moram: frio, mido, seco, ameno? E o vero? Em que poca chove mais?
 b) Na regio em que vocs moram, h alguma rvore que perde as folhas com a chegada do inverno?
 c) H alguma rvore que sinaliza uma estao climtica? Por exemplo, o mandacaru, quando floresce, anuncia a chuva no serto.

 6. Leia o texto a seguir com os colegas.
<R->

  A vida no serto nordestino no  fcil. As secas prolongadas dificultam o plantio de alimentos e a criao de animais.
  Em busca de melhores condies de vida, grupos de pessoas originrias dessa regio migram para outras regies do Brasil ou para outros lugares do prprio Nordeste.
  A paisagem do semi-rido nordestino pode ser modificada com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas dessa regio. A construo de 
*cisternas*, *cacimbas* e *poos* possibilita obter mais gua. Com a criao de animais de pequeno porte que se adaptam melhor ao calor, como as cabras e ovelhas,  possvel obter carne, leite, queijo, l. O aproveitamento das plantas nativas, como o cajueiro e a palmeira buriti,  outra possibilidade.
  So muitas as sugestes para melhorar a condio de vida no semi-rido nordestino, mas coloc-las em prtica requer muita ateno da sociedade e dos governantes.

<R+>
Texto elaborado para fins didticos.
<R->

<R+>
 7. Forme um grupo com mais trs ou quatro colegas e troquem idias sobre o texto acima. Depois, em jornais e revistas velhas, procurem imagens que possam ilustrar o texto que acabaram de ler.
 8. Faam um cartaz com essas imagens e depois, com os outros grupos, montem um painel.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<141>
<p>
Terras brasileiras

  Voc conheceu as fronteiras e divisas do Brasil. Aprendeu que cada paisagem possui um conjunto de caractersticas prprias, como clima, vegetao, fauna, relevo, etc. Aprendeu tambm que o ser humano, com seu trabalho e ao longo do tempo, modifica essas paisagens de acordo com suas necessidades. O que todas essas paisagens tm em comum? Voc j sabe: todas so paisagens brasileiras. Que tal terminar a 4 srie de um jeito divertido?

<R+>
 1. A professora ir ajudar a classe a fazer um sorteio. Cada um dever pesquisar uma das paisagens apresentadas neste livro. Usando o que aprendeu, relendo suas anotaes e fazendo pesquisas, voc ir compor um trabalho sobre a paisagem sorteada. Siga o roteiro abaixo para compor o seu trabalho. Se quiser, acrescente outras perguntas. Anote tudo no caderno.
 o Onde a paisagem sorteada se localiza? A qual das regies estabelecidas pelo IBGE pertence? Em qual ou em quais estados ela existe?
  Quais so os aspectos fsicos dessa paisagem? (Clima, relevo, vegetao.)
  Existem animais tpicos dessa paisagem?
  Como vivem as pessoas que habitam o lugar, ou lugares, em que se encontra essa paisagem?

 2. Passe a limpo a sua pesquisa em uma folha de cartolina.
 3. Faa um desenho, uma pintura ou uma colagem para ilustrar o seu trabalho. Use a imaginao!
 4. A professora ir marcar um dia para a apresentao dos trabalhos. Com os colegas, voc 
<p>
pode organizar um grande painel para mostrar  escola como  o Brasil.
<R->

               oooooooooooo

<142>
Voc terminou o quarto livro!

  Ao longo desta coleo voc se apropriou de muitos conhecimentos: sua escola, seu municpio, seu estado e seu pas no escondem de voc mais nenhum segredo.
  Divirta-se nessa terra que voc acabou de descobrir. O Brasil  seu!

<R+>
 1. O que voc mais gostou de aprender este ano? O que foi mais divertido e interessante? Voc estudou algum assunto de que no gostou muito? Em seu caderno, faa desenhos para representar suas respostas. Ou, se quiser, apenas escreva.
 2. Reveja os trabalhos que voc fez no incio do ano. Voc
concorda com o que escreveu ou desenhou depois de terminar
o livro? Troque idias com os colegas e...
<R->

BOAS FRIAS!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<143>
<p>
<R+>
Glossrio

-- A
 AGROINDSTRIA (pg. 76) -- Atividade econmica ligada  industrializao da matria-prima proveniente da agricultura.
  [O queijo de cabra  um produto da agroindstria nordestina.]
 ALGA (pg. 242) -- Planta desprovida de razes e vasos, que vive em gua salgada ou doce e em ambientes midos.
  [Uma alga muito comum no litoral brasileiro  conhecida como alface-do-mar, porque sua forma lembra a de um p de alface.]
 ALTITUDE (pg. 179) -- Elevao vertical de um ponto acima do nvel do mar.
  [As variaes de altitude so medidas a partir do nvel do mar.]
 ARAUCRIA (pg. 76) -- rvore de grande porte, com folhas pequenas e duras, 
em forma de agulha. As suas sementes (os pinhes) so comestveis e ficam
reunidas em grandes cones, as pinhas.
  [No sul do Brasil era bastante comum a ocorrncia de extensas matas de araucrias, que foram muito devastadas com a explorao de madeira.]
 ARQUIPELAGO (pg. 239) -- Conjunto de ilhas de tamanhos variados que esto agrupadas em um ponto do oceano.
  [O arquiplago de Fernando de Noronha recebe periodicamente a visita de grupos de baleias-jubarte.]
<144>
 ASSOREAMENTO (pg. 248) -- Acmulo de areia ou sedimentos no leito de um rio, canal, lago ou esturio, que reduz o seu volume de gua.
  [Quando se retira a mata da beira de um rio, o solo das margens fica exposto s chuvas e aos ventos, que carregam a terra depositando-a no fundo do rio e provocando o seu 
assoreamento.]
 AVES (pg. 242) -- Grupo de animais vertebrados, com penas, bico e asas, cujas fmeas pem ovos.
  [O jacu, o ti-sangue, a araponga e o sanhao so exemplos de aves tpicas da mata Atlntica.]

-- B
 BACIA HIDROGRAFICA (pg. 187) -- O conjunto das terras banhadas por um rio e por seus afluentes.
  [A bacia Amaznica  a mais vasta do mundo, tanto em extenso quanto em potencial hidreltrico.]
 BIOSFERA (pg. 127) -- Poro da Terra onde se encontram os seres vivos (animais e vegetais, do ser humano aos seres microscpicos) e os elementos que no tm vida mas permitem a vida na Terra (o solo, o ar, a gua, a radiao solar, etc.).
  [Uma reserva da biosfera rene ecossistemas caractersticos da regio onde  estabelecida. No Brasil, a primeira reserva da biosfera foi criada em 1992, para salvar o que restava da mata Atlntica.]

-- C
 CACIMBA (pg. 269) -- Reservatrio de gua originria do subsolo.
  [Cacimba tambm  o nome que se d aos poos rasos cavados em leitos secos de rios.]
<145>
 CNION (pg. 254) -- Vale estreito e profundo, com paredes verticais s vezes mais estreitas no alto, cavado por um curso de gua.
  [O cnion de Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra, estado do Rio Grande do Sul,  o maior da Amrica do Sul. Tem 5800 metros de extenso, largura que chega aos 200 metros e paredes rochosas com altura de at 700 metros. O nome "Itaimbezinho" vem do tupi-guarani e significa "pedra afiada".
  O Parque Nacional do Grande Cnion, localizado no oeste dos Estados Unidos, foi criado em 1919 e recebe a visita de cerca de 5 milhes de pessoas anualmente.]
 CATIVEIRO (pg. 247) -- Local onde se mantm animais confinados, presos. A palavra tambm  usada para se referir ao estado em que se encontram pessoas presas contra a sua vontade, vtimas de seqestro.
  [A reproduo de animais em cativeiro  uma forma de assegurar que uma
espcie no desaparea para sempre.]
 CD-ROM (pg. 103) -- CD (compact disc) que armazena programas e dados, alm de imagens, sons e vdeos, para serem lidos em computador.
  [Um CD-ROM pode conter dados e imagens de uma enciclopdia inteira.]
 CENSO (pg. 117) -- Conjunto dos dados referentes aos habitantes de uma cidade, provncia, estado, pas, nao, etc., com todas as suas caractersticas.
  [No ano 2000, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica) realizou o maior censo j feito no Brasil. Entre muitas outras informaes, o censo revelou que 90,5% da populao da regio Sudeste vive nas cidades e que as mulheres continuam sendo a maioria: para cada 96,9 homens existem 100 mulheres.]
 CETCEO (pg. 243) -- Mamfero aqutico de corpo alongado, sem plos, que possui membros anteriores transformados em nadadeiras, nadadeira caudal horizontal e narina no alto da cabea.
  [A baleia-azul  o maior animal que existe na Terra.]
<146>
 CHAPADA (pg. 75) -- Forma de relevo que aparece na regio Centro-Oeste e em algumas regies do Nordeste brasileiro.  caracterizada por amplas 
superfcies planas, que ficam a mais de 600 metros de altura em relao aos terrenos vizinhos, limitadas por encostas acentuadas.
  [O Parque Nacional da Chapada dos
Guimares, no estado de Mato Grosso, apresenta reas de cerrado, mata
e numerosas cachoeiras.]
 CRCULO POLAR (pg. 35) -- Cada um dos crculos imaginrios paralelos ao equador que marcam as zonas polares.
  [O crculo polar Artico passa pelo Alasca, Canad, pela Groenlndia, Escandinvia e Rssia.]
 CISTERNA (pg. 269) -- Reservatrio de gua de chuva, composto de uma calha para recolher a gua que cai no telhado de uma casa.
  [A captao de gua de chuva por meio de cisternas pode ser de grande ajuda na regio do semi-rido nordestino.]
 COBERTURA VEGETAL (pg. 237) -- Conjunto de espcies vegetais que recobrem um terreno.
  [A retirada da cobertura vegetal de uma rea contribui para o processo de eroso e desertificao do solo.]
 CORDILHEIRA (pg. 93) -- Grande cadeia de montanhas.
  [A poro oeste da Amrica do Sul  dominada pela cordilheira dos Andes, cujo ponto mais alto  o pico Aconcgua, com 6960 metros de altitude.]
<147>
 CRUSTCEO (pg. 242) -- Animal, na maioria das vezes marinho, com patas articuladas e uma carapaa dura sobre a cabea e o trax.
  [Camares, caranguejos e lagostas so exemplos de crustceos.]
<p>
-- D 
 DEMARCAO (pg. 100) -- Fixao de limites, delimitao.
  [Para a delimitao de terras indgenas, o governo necessita de profissionais experientes, capazes de identificar os povos indgenas, suas caractersticas e sua rea de ocupao.]
 DEMOCRACIA (pg. 198) -- Regime poltico no qual o povo de um pas, estado ou municpio elege seus representantes em um sistema de votao.
  [A palavra democracia  de origem grega: dmos significa "povo"; e kratos significa "poder", ou seja, democracia  o "poder do povo".]
 DEPRESSO (pg. 75) -- Forma de relevo caracterizada por um abaixamento do terreno em relao ao nvel do mar ou em relao s regies prximas.
  [As depresses surgem em todas as regies do territrio brasileiro.]
 DEVOTO (pg. 231) -- Pessoa que tem devoo, que se dedica intensamente a algum ou a alguma coisa.
  [Os devotos de so Francisco de Assis acreditam que ele seja o santo protetor dos animais.]

-- E
 ECOSSISTEMA (pg. 243) -- Conjunto formado pelas espcies animais e vegetais, pelo ambiente em que vivem e pelas relaes que estabelecem entre si.
  [A mata Atlntica  um ecossistema muito rico, que abriga mais de 25 mil espcies vegetais e centenas de espcies animais, muitas das quais esto ameaadas de extino.]
 EQUADOR (pg. 29) -- Linha imaginria que divide a Terra nos hemisfrios norte e sul.
  [Amazonas, Par, Roraima e Amap so os estados brasileiros cortados pelo equador.]
<148>
 EROSO (pg. 178) -- Conjunto dos processos pelos quais as rochas so desgastadas, dissolvidas ou removidas de qualquer parte da superfcie terrestre.
  [O desmatamento das encostas da serra do Mar causa a eroso do solo e os constantes desmoronamentos.]
 ESTAO ESPACIAL (pg. 30) -- Engenho lanado para orbitar a Terra ou ser colocado sobre um astro, cujo objetivo  garantir uma misso no espao durante um longo perodo.
  [Uma estao espacial pode ser ou no tripulada. A estao espacial russa Mir, lanada ao espao em 1986, possibilitou aos cosmonautas realizar experincias e observaes astronmicas, muitas vezes nela permanecendo ao longo de meses; desativada, a Mir foi destruda ao entrar na atmosfera terrestre, em maro de 2001.]
 ESTURIO (pg. 248) -- Foz de um rio em mar aberto, que sofre a influncia das mars.
  [A ilha de Maraj, no estado do Par, se localiza no esturio do rio Amazonas.]

-- G
 GLOBO TERRESTRE (pg. 28) -- Representao esfrica da superfcie terrestre.
  [Os globos terrestres j eram utilizados no sculo XVIII.]

-- H
 HIDROGRAFIA (pg. 186)  1. Estudo dos oceanos, rios, lagos e mares, geralmente para fins de navegao.
  2. Conjunto das guas correntes ou estveis de uma regio.
  [A extensa hidrografia do Brasil o torna um dos pases com maior potencial hidreltrico do mundo.]

-- I
 IBAMA (pg. 246) -- Sigla de Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis, responsvel pelas aes relacionadas ao meio ambiente,  sua preservao, conservao e fiscalizao.
  [Entre os objetivos do Ibama esto o controle das transformaes do meio ambiente e dos recursos naturais e a proteo das reas de preservao ambiental.]
<149>
 ICEBERG (pg. 262) -- Grande massa flutuante de gelo que anda  deriva pelos oceanos Artico e Antrtico e que pode ter dezenas de metros de profundidade e vrios quilmetros de largura.
  [A paisagem da Antrtida  formada por grandes geleiras e icebergs.]
 INSETOS (pg. 242) -- Grupo de animais invertebrados que possuem, entre outras caractersticas, trs pares de patas.
  [Besouros, moscas, baratas, borboletas e gafanhotos so alguns exemplos de insetos.]
<p>
-- M
 MAMFEROS (pg. 242) -- Grupo de animais vertebrados que possuem, entre outras caractersticas, plos e glndulas mamrias.
  [Cangurus, ratos, elefantes, baleias, cavalos, onas e cachorros so exemplos de mamferos.]
 MATA CILIAR (pg. 248) -- Cobertura vegetal, em geral estreita, que acompanha os cursos de gua. Pode ocorrer tambm ao redor de lagos e represas.
  [A mata ciliar recebe esse nome porque possui a mesma funo dos nossos cilios: proteger. Essa mata protege a margem dos rios da eroso, d abrigo a muitos animais e possui uma vegetao rica e diversificada.]
 MERIDIANO (pg. 33) -- Cada uma das linhas imaginrias que cortam o globo terrestre de norte a sul.
  [O meridiano de Greenwich divide o globo terrestre nos hemisfrios ocidental e oriental. O Brasil situa-se a oeste do meridiano de Greenwich.]
 MIGRAR (pg. 180) -- Mudar de uma regio para outra durante algum tempo ou de forma definitiva.
  [Nos perodos de seca na regio Nordeste, numerosos grupos de pessoas migram em busca de melhores oportunidades.]
 MOLUSCOS (pg. 242) -- Grupo de animais invertebrados que tm o corpo mole. Muitos deles so protegidos por uma concha ou carapaa.
  [O grupo dos moluscos  grande: h os marinhos, como o polvo, a lula e a ostra; os de gua doce, como o caramujo; e os terrestres, como a lesma e o caracol.]
<150>
 MORRO (pg. 180) -- Pequena elevao do relevo; colina.
  [A mina de Morro Velho, em Nova Lima, no estado de Minas Gerais,  a mais importante do Brasil na produo de ouro.]

-- O
 ORIXA (pg. 231) -- Nome que se d s divindades dos cultos afro-brasileiros. A cada uma delas so atribudas caractersticas e atividades especiais.
  [Entre os principais orixs esto Olorum, Exu, Ogum, Oxal, Xang e Iemanj.]

-- P           
 PARALELO (pg. 33) -- Cada uma das linhas imaginrias paralelas ao equador.
  [Os trpicos de Cncer e de Capricrnio e os crculos polares rtico e Antrtico so paralelos.]
 PATRIMNIO NATURAL DA HUMANIDADE (pg. 125) -- Bem ou conjunto de bens da natureza de valor reconhecido para a humanidade, que deve ser preservado para o usufruto de todos os cidados.
  [O Parque Nacional do Iguau, localizado no estado do Paran, foi includo na lista do Patrimnio Natural da Humanidade em 1986, pela Unesco.]
 PEIXES (pg. 242) -- Grupo de animais vertebrados aquticos, de gua doce ou salgada, que, em geral, apresentam corpo coberto de escamas, nadadeiras e respiram por meio de guelras.
  [O pirarucu  um grande peixe de gua doce, comum na regio amaznica.]
 PICO (pg. 74) -- Ponta ou cume agudo de um monte ou montanha.
  [O pico da Bandeira, com 2890 metros de altitude, por muito tempo foi considerado o ponto mais alto do Brasil, antes da medio do pico da Neblina (3014 m). Est localizado na serra do Capara, no estado do Esprito Santo, perto da divisa com Minas Gerais.]
<151>
 PINTURAS RUPESTRES (pg. 19) -- Pinturas feitas por povos primitivos em rochas e paredes de cavernas.
  [O Parque Nacional da Serra da Capivara, no estado do Piau, abriga milhares de pinturas rupestres feitas em paredes de rochas de at 100 metros de altura.]
 PLANALTO (pg. 75) -- Superfcie irregular geralmente situada a mais de 300 metros de altitude.
  [O rio Paran e seus afluentes se localizam numa regio de planalto.]
 PLANCIE (pg. 75) -- Grande extenso de terreno plano, de natureza sedimentar.
  [O Pantanal Mato-Grossense est situado numa vasta plancie.]
 PLANISFRIO (pg. 31) -- Mapa que representa toda a superfcie terrestre ou celeste em um plano.
  [O planisfrio mostra todos os continentes e oceanos do globo.]
 POO (pg. 269) -- Grande buraco cavado na terra para acumular gua.
  [Existem poos em que a gua  impelida naturalmente at a superfcie do solo, sem necessitar do auxlio de bombas. Esses poos so chamados de "poos artesianos".]
 PONTOS CARDEAIS (pg. 17) -- Direes principais da rosa-dos-ventos: norte, sul, leste e oeste.
  [Os pontos cardeais servem de referncia para orientao na superfcie terrestre.]
<152>
 PROPORO (pg. 50) -- Relao de medida entre o tamanho original de um elemento e sua representao (reduzida ou ampliada), de modo que no se percam  suas caractersticas fundamentais.	

 _`[{desenho mostrando o mapa do Brasil: diviso poltica na escala 1 cm  461 km_`]
  [A escala de um mapa indica a proporo: no exemplo acima, 1 cm equivale a 461 km.]

-- R
 RELEVO (pg. 175) -- Conjunto das diferentes formas que  compem a superfcie terrestre.
  [Plancies, planaltos e depresses so as principais formas do relevo brasileiro.]
 RPTEIS (pg. 242) -- Grupo de animais vertebrados, na maioria terrestres, de pele coberta por escamas ou placas.
  [Jacars, cobras, lagartos e tartarugas so exemplos de rpteis.]
 RESERVA (pg. 126)  -- rea de interesse social e/ou natural estabelecida por uma instituio reconhecida (como o Ibama ou a Unesco) para assegurar a conservao de uma cultura e das espcies animais e vegetais ali presentes.
  [No Brasil existem reservas indgenas, como o Parque Nacional do Xingu, e reservas ambientais, como o Parque Nacional da Chapada Diamantina.]
 RESERVA DA BIOSFERA (pg. 126) -- Ver Reserva e Biosfera.

<153>
-- S
 SERRA (pg. 180) -- Forma de relevo caracterizada por uma cadeia ou conjunto de montanhas ou colinas enfileiradas. Regio serrana  uma rea onde h vrias serras ou montanhas.
  [A serra do Mar se estende do estado de Santa Catarina at o Rio de Janeiro.]
 SOLO (pg. 176) -- Camada superficial da Terra em que se podem plantar alimentos. Dependendo de caractersticas prprias, isto , de sua composio (gua, ar, minerais, vegetais e organismos microscpicos), o solo pode ser frtil ou no.
  [No Brasil, os solos de maior fertilidade natural esto localizados principalmente nos estados de So Paulo e do Paran.]

-- T
 TERRITRIO (pg. 59) -- Conjunto de paisagens contido pelas divisas de um municpio, estado ou regio, ou pelas fronteiras de um pas.
  [O territrio brasileiro apresenta uma rea de 8.547.403 quilmetros quadrados.]
 TRANSPORTE FLUVIAL (pg. 261) -- Transporte que usa os rios como vias de circulao.
  [Para o transporte fluvial em rios pouco profundos so usadas embarcaes de fundo chato, chamadas chalanas.]
 TRPICO (pg. 34) -- Linha paralela ao equador que delimita a zona tropical nos dois hemisfrios da Terra.
  [O trpico de Cncer localiza-se no hemisfrio norte, e o trpico de Capricrnio, no hemisfrio sul.]

-- U
 UNESCO (pg. 127) -- Sigla de Organizao das Naes Unidas para a Educao, a Cincia e a Cultura. rgo internacional criado em 1945 para promover a paz e os direitos humanos. Em 2001 reunia 186 pases membros e trs associados.
  [Desde a sua constituio, a Unesco tem a seguinte frase como lema: "Se as guerras nascem na mente dos homens,  na mente dos homens que devem ser erguidas as defesas da paz".]
 USINA HIDRELTRICA (pg. 187) -- Grande estabelecimento industrial onde turbinas acionadas por uma corrente de gua geram energia eltrica.
  [A usina hidreltrica de Tucuru aproveita os recursos da bacia hidrogrfica Tocantins-Araguaia.]

-- V
 VAZANTE (pg. 257) -- Movimento de descida das guas do mar, aps a mar alta. 
  Nome que os pantaneiros do ao perodo das secas, que vai de junho a outubro.
  [No Pantanal Mato-Grossense, na poca da vazante, formam-se lagoas que
ficam densamente povoadas de animais, como capivaras, garas, tuiuis,
jacars e ariranhas.]

               ::::::::::::::::::::::::

<155>
<p>
Sugestes de leitura

 Captulo 1  O Brasil no mundo
  A barca de Zo
  Marcos Bagno
  Formato
  Atlas da Terra
  Susanna Van Rose
  Martins Fontes
  Atlas dos oceanos
  Anita Ganeri
  Martins Fontes
  Manual do pequeno observador  Viagens
  Rubens Matuck
  tica
  Rupi! O menino das cavernas
  Timothy Bush
  Brinque-Book
  Terra
  Caroline Grimshaw
  Callis
  Viver  uma grande aventura Giselda Laporta Nicolelis 
  Atual
<p>
Captulo 2  O tamanho do Brasil
  Armazm do folclore
  Ricardo Azevedo
  tica
  Coleo Contos de espantar meninos
  Regina Chamlian
  tica
  Coleo Todo o Brasil
  Cristina Von
  Callis
  Marcelo, marmelo, martelo
  Ruth Rocha
  Salamandra
  Mata  Contos do folclore brasileiro 
  Helosa Prieto
  Companhia das Letrinhas
  Meu livro de folclore
  Ricardo Azevedo
  tica
  O rio e eu
  Lygia Bojunga
  Salamandra

<156>
<p>
Captulo 3  A Amrica, sua gente e o Brasil
  Coisas de ndio
  Daniel Munduruku
  Callis
  Contos e lendas do Peru
  Antonieta Dias de Moraes
  Martins Fontes
  Contos, mitos e lendas para crianas da Amrica Latina
  Coleo Co-Edio
  Latino-Americana
  tica
  Contos populares para crianas da Amrica Latina
  Coleo Co-Edio
  Latino-Americana
  tica
  O caminho que andava sozinho
  Rosa Amanda Strausz
  Moderna
  O ourives sapador do Plo Norte  Como fazer pesquisas e anotar
informaes
  Ana Cecilia Carvalho e Robinson Damasceno dos Reis
  Formato

Captulo 4  Brasil tropical

 A Amaznia  Mitos e lendas
  Ana Maria Machado
  tica
 Artes e ofcios
  Roseana Murray
  FTD
 Cermica  uma histria feita  mo
  Doroti Massola
  tica
 Ceramicando
  Paulo James e Jean-Jacques Vidal
  Callis
 Cerrado  origem, natureza e curiosidades
  Samuel Murgel Branco
  Moderna
 Manual do pequeno observador -- rvores
  Rubens Matuck
  tica
 O Brasil em regies  Norte
  Nelson Bacic Olic e Jos Arbex Jr.
  Moderna
 O solo e a vida
  Rosicler Martins Rodrigues
  Moderna
 Uma histria de boto-vermelho
  Roger Mello
  Salamandra

<157>
Captulo 5  Gente brasileira

 Berimbau
  Raquel Coelho
  tica
 Cantos de encantamento
  Elias Jos
  Formato
 Coleo Memria e Histria
  Vrios autores
  Companhia das Letrinhas
 Histrias da Preta
  Helosa Pires Lima
  Companhia das Letrinhas
 N na garganta
  Mirna Pinsky
  Atual
 Quanta casa!
  Rosa Amanda Strausz
  Moderna
 Se eu fosse um tomate
  Ricardo Azevedo
  Moderna
 Smbolos do Brasil
  Cristina Von
  Callis

Captulo 6  As terras do Brasil

 ABC do rio So Francisco
  Svia Dumont
  Dimenso
 Lolo Barnab
  Eva Furnari
  Moderna
 Luiz Lua
  Luclia Garcez e J Oliveira
  Dimenso
 O livro do pode-no-pode
  Rosa Amanda Strausz
  Moderna
 Os rios morrem de sede
  Wander Piroli
  Moderna
 Rosalina  a pesquisadora de homens
  Bia Hetzel
  Brinque-Book
 Voa, palavra
  Librio Neves
  Formato

               ::::::::::::::::::::::::

<158>
Geral

 A aldeia sagrada
  Francisco Marins
  tica
 A lenda do guaran  mito dos ndios sater-mau
  Cia Fitipaldi
  Melhoramentos
 Aprendendo Histria e Geografia
  Csar Coll e Ana Teberosky
  tica
 Arte brasileira para crianas
  Marlyn Diggs Mange
  Martins Fontes
 Arte
  Caroline Grimshaw
  Callis
 Atlas da fauna brasileira
  Coordenao de Jos Cndido de M. Carvalho
  Melhoramentos
 Atlas das civilizaes
  Gallimard Jeunesse
  Melhoramentos
 Atlas dos pases
  Gallimard Jeunesse
  Melhoramentos
 Atlas universal ilustrado
  Richard Kemp
  Martins Fontes
 Coleo Lio de Casa 
  O Estado de S. Paulo
 Coleo Minha Primeira
Enciclopdia
  tica
 Coleo Viajando em um balo 
  Callis
 De olho nas penas
  Ana Maria Machado
  Salamandra
 Declarao Universal dos Direitos Humanos 
  Adaptao de Ruth Rocha e 
  Otvio Roth 
  Quinteto Editorial 
 Este admirvel mundo louco
  Ruth Rocha
  Salamandra
 Festas
  Marcelo Xavier
  Formato
<159>
 Geoatlas bsico
  Maria Elena Simielli
  tica
 Me Terra
  Nancy Luenn
  Augustus
 Mitos
  Marcelo Xavier
  Formato
 No princpio...
  Brien Delf
  Martins Fontes
 O Brasil em festa
  Svia Dumont
  Companhia das Letrinhas
 Projetos para um planeta saudvel
  Shar Levine e Allison Grafton Augustus
 Vejam como eu sei escrever
  Jos Paulo Paes
  tica
 Viagem  terra do Brasil
  Jean de Lry (Adaptao de
  Margarida Patriota)
  Dimenso
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<160>
<p>
<R+>
Bibliografia

-- B
 BRASIL. Ministrio da Educao e do Desporto. Secretaria de Educao Fundamental. *Parmetros Curriculares Nacionais*. Braslia, 1997, v. 1, 5, 8, 9 e 10.

-- C
 CALLAI, Helena C. & ZARTH, Paulo A. *O estudo do municpio e o ensino de Histria e Geografia*.	
Iju, Uniju, 1988.
 CARLOS. Ana Fani Alessandri & OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de, orgs. *Reformas no mundo
da educao  parmetros curriculares e Geografia*. So Paulo, Contexto, 1999.
 CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos et alii, orgs. *Geografia em sala de aula  prticas e reflexes*.
Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Associao dos Gegrafos Brasileiros
 Seo Porto Alegre, Porto Alegre, 1998.
 CAVALCANTI, Lana de Souza. *Geografia, escola e construo de conhecimentos*. Campinas, 
Papirus, 1998.
 COLL, Csar & TEBEROSKY, Ana. *Aprendendo Histria e Geografia  Contedos essenciais 
para o Ensino Fundamental de 1 a 4 srie*. So Paulo, tica, 2000.

-- H
 HAYDT, Regina Cazaux. *Avaliao do processo ensino-aprendizagem*. So Paulo, tica, 2000.

-- K
 KOZEL, Salete & FILIZOLA, Roberto. *Didtica de Geografia: memrias da terra: o espao 
vivido*. So Paulo, FTD, 1996.

-- P
 PAGANELLI, Tomoko Y. Para a construo do espao geogrfico na criana. In: *Revista Terra
Livre 2*. So Paulo, AGB/Marco Zero, 1987.

-- R
 Ross, Jurandyr L. S., org. *Geografia do Brasil*. So Paulo, Edusp, 1996.

-- S
 SANTOS, Milton. *Metamorfoses do espao habitado*. So Paulo, Hucitec, 1988.
 --. *Pensando o espao do homem*. So Paulo, Hucitec, 1991.
 SO PAULO. Secretaria Municipal de Cultura. *ndios do Brasil. Alteridade-diversidade-dilogo cultural*. So Paulo.
 SILVA, Aracy Lopes da & GRUPIONI, Lus Donisete Benzi, orgs. *A temtica indgena na sala de aula: subsdios para professores de 1 e 2 graus*. Braslia, MEC/MARI/UNESCO, 1995.
 SIMIELLI, Maria Elena. *Primeiros mapas  como entender e construir*. So Paulo, tica, 1993.

-- V
 VESENTINI, Jos William. O ensino da Geografia no sculo XXI. In: *Caderno Prudentino de Geografia*, n.o 17 Presidente Prudente, AGB, 1995.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

<R+>
 Programa Nacional do Livro 
  Didtico -- PNLD 2004
 FNDE/MEC
 Cdigo: 211943  
<R->

<T->
<p>
<p>
 HINO NACIONAL

 Letra: Joaquim Osrio Duque 
  Estrada 
 Msica: Francisco Manoel da 
  Silva

 Ouviram do Ipiranga as margens 
  plcidas 
 De um povo herico o brado re-
  tumbante,
 E o sol da Liberdade, em raios 
  flgidos,
 Brilhou no cu da Ptria nesse 
  instante.

 Se o penhor dessa igualdade 
 Conseguimos conquistar com brao 
  forte,
 Em teu seio,  Liberdade,
 Desafia o nosso peito a prpria 
  morte!

  Ptria amada, 
 Idolatrada,
 Salve! Salve!

<P>
 Brasil, um sonho intenso, um 
  raio vvido
 De amor e de esperana  terra 
  desce,
 Se em teu formoso cu, risonho 
  e lmpido,
 A imagem do Cruzeiro resplande-
  ce.
 
 Gigante pela prpria natureza, 
 s belo, s forte, impvido co-
  losso,
 E o teu futuro espelha essa 
  grandeza.

 Terra adorada,
 Entre outras mil,
 s tu, Brasil, 
  Ptria amada!

 Dos filhos deste solo s me 
  gentil, 
 Ptria amada,
 Brasil! 

<P>
 Deitado eternamente em bero 
  esplndido,
 Ao som do mar e  luz do cu 
  profundo,
 Fulguras,  Brasil, floro da 
  Amrica,
 Iluminado ao sol do Novo 
  Mundo!

 Do que a terra mais garrida
 Teus risonhos, lindos campos tm 
  mais flores;
 "Nossos bosques tm mais vida",
 "Nossa vida" no teu seio "mais 
  amores".

  Ptria amada,
 Idolatrada,
 Salve! Salve!

 Brasil, de amor eterno seja sm-
  bolo
 O lbaro que ostentas estrelado,
 E diga o verde-louro desta fl-
  mula
 -- Paz no futuro e glria no pas-
  sado.
 
 Mas, se ergues da justia a clava 
  forte,
 Vers que um filho teu no foge  
  luta,
 Nem teme, quem te adora, a pr-
  pria morte.

 Terra adorada,
 Entre outras mil,
 s tu, Brasil,
  Ptria amada!
 
 Dos filhos deste solo s me 
  gentil, 
 Ptria amada,
 Brasil! 
